Água e furos:


Neste momento, avizinham-se tempos difíceis para quem depende da água de furos, ou seja, basicamente toda a gente. Os furos elevam água armazenada nos últimos milhares de anos em cavidades subterrâneas gigantescas, através de um lento processo de infiltração, que neste momento não tem condições para acontecer.

Estamos a esgotar a água subterrânea, e não damos oportunidade de fixar e infiltrar a chuva que cai. A chuva é empurrada o mais rápido possível de volta ao mar, através de drenagens, canais, canalizações e tantos outros sistemas caríssimos, que tentam lidar com os erros do passado. Erros em cima de erros.

Sem árvores, não há solos. Sem solos, não há infiltração, só escorrências superficiais. Sem infiltração e com escorrências superficiais, há inundações no inverno, e os rios secam no verão. Seca e desertificação, aos quais já nos acostumámos a conviver, acompanhados dos habituais incêndios, que insistem em trazer regularmente o nosso território a uma fase inicial da sucessão natural.

Quem procura terra, é melhor que se habitue á ideia de viver com a água que cai e passa pelo seu terreno. Mesmo no sul de Portugal, cai muita água. É preciso é ter área de captura e topografia adequada.

20597359_245989179255692_918692138795917198_nConsulte-nos!

Os painéis pré-fabricados Ekopanely

Uma solução ecológica extremamente versátil e saudável para a construção, da qual somos representantes em Portugal. 


O QUE SÃO ?

São constituídos maioritariamente por palha, que é compactada por um processo com altas temperaturas e alta pressão, usando zero agentes ligantes. É por fim selada em cartão reciclado para tomar a forma de painéis de diferentes espessuras para a construção.

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VANTAGENS NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO

  • Universais;
  • Fáceis e rápidos de instalar – funcionam como os painéis tradicionais de gesso cartonado (tipo “pladur”);
  • São compatíveis com auto-construção, mas também para uso por empresas de construção estandartes;
  • Versáteis:
    – Servem para construções novas, renovações, extensões, divisões ou conversões;
    – O sistema pode ser utilizado em diversos modos construtivos: paredes divisórias, de casa de banho, cozinha ou quarto (taxa de isolamento sonoro), paredes auto-portantes,  ou ainda como isolamento do chão ou dos telhados;
  • Baixo custo;
  • Alta qualidade (ecológica, mecânica e a nível de saúde);
  • Alta durabilidade mecânica;

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POR FIM, O CONFORTO DE UMA CASA SAUDÁVEL:

O que confere aos painéis as suas propriedades de isolamento térmico acima da média, é o seu material: a palha. Esta, devido às suas propriedades intrínsecas, torna qualquer edifício num local extremamente saudável, além de ser 100% renovável:

Os painéis prensados, ao mesmo tempo que acumulam o calor de forma  progressiva, não só protegem a estrutura de madeira, de mudanças drásticas de temperatura, como mantêm também ao mesmo tempo o ambiente interior em níveis constantes de temperatura, dado que são necessárias cerca de 11.8 horas para a temperatura exterior penetrar um edifício construído com Ekopanely’s. Esta característica reduz de forma notória custos de aquecimento no Inverno e de arrefecimento, no Verão.

O mesmo material, pela sua natureza fibrosa, é altamente permeável ao vapor : absorve o excesso de vapor no ar, e quando a taxa de humidade baixa novamente, libertam-na suavemente no ambiente. Este mecanismo tem um impacto muito positivo no microclima interior das casas, especialmente no Inverno, assim como na saúde dos seus habitantes (crianças, pessoas asmáticas, sofrendo de reumatismos, etc…)

 

  • Para quem quer poupar nas despesas energéticas (aquecimento e arrefecimento),
  • Para quem deseja construir saudável, de forma barata e duradoura,
  • Para quem deseja renovar ou melhorar o isolamento de uma casa existente,
  • Para quem quer cuidar do seu lar e dos que nele habitam,
  • E até para quem deseja construir a sua casa de férias, ao mesmo tempo que preserva os seus bens, como a estrutura de madeira do edifício…

Para mais informações técnicas, visite este link, dum folheto em inglês sobre os painéis Ekopanely, ou o site do fabricante.

Pode ainda contactar-nos para encomendas, assim como para descobrir amostras do Produto, via +351 289 416 143 ;  geral@terracrua.org  ; o nosso site ; ou na nossa Sede, em Loulé. 

PG03 – PLANEAMENTO DE EMERGÊNCIA PÓS FOGO E DESIGN ESTRUTURAL NA QUINTA DA FONTE, FIGUEIRÓ DOS VINHOS

É na sequência do nosso trabalho pro bono para a zona afectada pelos grandes incêndios de Julho em Pedrogão Grande, que desenvolvemos este projecto, para uma quinta na zona de Figueiró dos Vinhos.

19274858_10155471681952990_6305080577091279844_nApós o incêndio, sobraram as árvores resistentes ao fogo, castanheiros, carvalhos, oliveiras, entre outras.

Trata-se de uma quinta vocacionada para turismo e camping rural, que foi bastante referenciada ultimamente, pois aqui foi evidente que castanheiros, carvalhos e oliveiras “travam” incêndios florestais, ao contrário dos eucaliptos e pinheiros em monoculturas.

Este projecto foi elaborado em cima de uma planta de localização e não um levantamento topográfico, o que naturalmente tira possibilidade de design a detalhe. Os documentos abaixo, são linhas orientadoras, para ajudar os proprietários a tomar decisões relativamente aos próximos passos a dar na propriedade, antes das chuvas que podem provocar danos a nível de erosão e até deslizamentos de terras.

Quinta da fonte v3-ZoneamentoMapa de zoneamento, plano geral. (*.pdf em baixo)

O foco neste projecto foi realmente o zoneamento das diferentes possibilidades a nível de produção (zonas 2 e 3), floresta de gestão (zona 4), floresta de protecção (zona 5), assentes numa matriz de hidratação da paisagem.

As charcas temporárias em rede, articuladas por uma rede de terraças em contorno, possibiltam o aumento da área de cultivo, e até a criação de um sistema de combate a incendios, se a este modelo adicionarmos algumas cisternas nas zonas altas.

Neste momento, os proprietários preparam-se para intervir, só aguardam as linhas orientadoras que agora partilhamos.

Aqui estão um conjunto de ficheiros, que dão uma visão geral do que se pode e deve fazer, quer ao nível das intervenções pós fogo, quer a nível de criar uma estrutura permanente que mitiga a erosão e prepara o terreno para as plantações.

  1. Mapa de zoneamento e intervenções: Quinta da fonte v3-Zoneamento
  2. Corte/perfil: Quinta da fonte v3-Corte WEB com logo.compressed
  3. Cronograma de gestão dos solos e biomassa: Cronograma de intervenção pós incendios terracrua 2017
  4. Modelo de “gestão de combustivel” para zonas habitadas: Faixa de gestão de combustivel-Corte sem logo

Quinta Vamaro, Loulé 2017

O projecto aqui apresentado foi elaborado para uma propriedade onde se pretende desenvolver uma pequena quinta rural, que se pretende única, equilibrada e em estreita parceria com a natureza e meio envolvente.  

O serviço prestado pela equipa Terracrua é o planeamento estrutural, a matriz de zoneamento, vegetação, acessos, água na paisagem e infraestruturas, que cria as circunstâncias para mitigar erosão e fomentar a resiliência e abundância.

A metodologia utilizada no desenvolvimento do projecto é o design de permacultura, que visa essencialmente a criação de habitats e zonas produtivas humanas, completamente integradas e em consociação com os ecossistemas locais. Neste contexto e seguindo uma série de princípios e estratégias mundialmente reconhecidas e testadas, definimos as melhores técnicas e abordagens, de forma a criar um projecto economicamente viável e ecologicamente saudável.

01 plano geralPlaneamento estrutural, plano geral.

 

Em implementação: (iniciada em Abril 2017)

  • Acesso viário:

Considerando a topografia acidentada, desenhou-se o acesso viário principal, de forma a percorrer toda a propriedade com um declive suave, até um máximo de 6%, e ao longo do qual se localizam os edifícios, habitação, oficina e cozinha comunitária.

vamaro acessoAcesso principal, e charca temporária que armazena as águas da chuva trazidas pela estrada. Nota: Em Setembro será finalizada e colocado uma mistura inerte para estabilização.

  • Rede de infraestruturas:

A rede de infraestruturas contempla a comunicação e deslocações entre os diferentes recursos energéticos e as zonas de habitação e produção (electricidade, água, esgotos e outros). Tal como a rede viária, à qual é associada, foi planeada para maximizar a sua eficiência energética, reduzir gastos e minimizar o seu impacto ecológico. Está a ser implementada no eixo da via, com caixas de acesso cada 50mts.

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vamaro infraAs tubagens das infraestruturas foram enterradas numa vala com 60cm de profundidade, ao longo do acesso principal.

 

  • Cisterna e fito etars:

vamaro cisternaUma cisterna na parte mais alta da propriedade é um “lugar comum” em planeamento de paisagem, porque simplesmente funciona, a partir daqui, é tudo irrigado por gravidade! Veja mais sobre as nossas cisternas, aqui:

vamro fitoetar2Estação de fito depuração, que já está em funcionamento, no tratamento das águas da habitação principal. Tem ainda uma vala de infiltração em profundidade, que em breve vai irrigar 10 árvores de fruta!

vamaro fitoetar1A estação de fito depuração que vai tratar as águas sujas de duches e da cozinha comunitária. Está em construção e prestes a acabar!

 

A primeira fase da implementação está já a terminar, no Outono, vão ser os trabalhos relativos a vegetação!

PG02 – Planeamento de emergência pós fogo e design estrutural na Corga da Pereira, Pedrógão Grande

É na sequência do nosso trabalho pro bono para a zona afectada pelos grandes incêndios de Julho na zona de Pedrogão Grande, Castanheira de Pêra e Góis, que desenvolvemos este projecto, para uma quinta familiar na zona de Mega Cimeira.

Como no precedente trabalho, esta é uma propriedade difícil devido ao acentuado declive, e que foi praticamente toda queimada. As estradas existentes fomentam a erosão hidrica, e está rodeada de plantações de eucalipto.

Neste momento, os proprietários preparam-se para intervir, só aguardam as linhas orientadoras que agora partilhamos.

Aqui estão um conjunto de ficheiros, que dão uma visão geral do que se pode e deve fazer, quer ao nível das intervenções pós fogo, quer a nível de criar uma estrutura permanente que mitiga a erosão e prepara o terreno para as plantações.

  1. Mapa de zoneamento e intervenções: Green_Family V2-Zoneamento
  2. Corte/perfil: Green_Family V2-Corte WEB com logo
  3. Cronograma de gestão dos solos e biomassa: Cronograma de intervenção pós incendios terracrua 2017
  4. Modelo de “gestão de combustivel” para zonas habitadas: Faixa de gestão de combustivel-Corte sem logo

Prados permanentes?

Prados permanentes

Terrenos ocupados com forrageiras herbáceas, quer semeadas quer espontâneas, por período igual ou superior a cinco anos e que não estejam incluídas no sistema de rotação da exploração. Este tipo de cultura promove a protecção e melhoria do solo, o seu papel no ciclo da água, a fixação biológica de azoto e o sequestro de CO2.

Estes prados devem ser implementados como estratégia (entre outras) de hidratação da paisagem, e com vista ao coberto permanente dos solos. Podem ocupar as terras nas entrelinhas dos pomares ou sistemas florestais e agro florestais, e assim integrar outras actividades como apicultura ou pecuária em áreas até então dominadas por “ervas” indesejadas.

– A melhor forma de nos livrarmos de espécies indesejadas parece realmente ser a substituição por outras espécies, que preencham os estratos ocupados pelas primeiras. A manutenção também baixa drasticamente, ao “domarmos” espaços ocupados por espécies rústicas, e transformá-los em prados de herbáceas e gramineas que oferecem muito menos resistência ao corte manual, por exemplo.

A conversão do “mato” existente, consideravelmente lenhoso e combustível, para um prado de gramíneas anuais, deve ser acompanhado de um plano regenerativo de implementação e gestão, como por exemplo neste cronograma, de um projecto perto de Setúbal:

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Tabela cronograma de gestão dos solos

A sequência correcta, no âmbito de um projecto regenerativo, deve ser:

  • Escolha das datas certas, considerando o calendário lunar, a época de chuvas e a escolha assertiva dos meios mecânicos ou manuais;
  • Sementeira directa, de mistura de leguminosas (vários estratos), 150kg/ha, durante o 1º ano de intervenção;
  • Corte do “mato” existente, e deposição no solo, de forma a cobrir a semente espalhada;
  • Reforço da sementeira com leguminosas;
  • 1º corte, após crescimento geral de cerca de 30cm de altura;
  • Introdução de mistura apropriada de gramíneas e herbáceas variadas e enriquecedoras de solo;
  • Introdução de gado para maneio e  controle da biomassa, de forma a não comprometer o crescimento do prado;

A este coberto verde, assiste os processos de enriquecimento e crescimento de solo, ao mesmo tempo que beneficia o ecossistema com a sombra e retenção da humidade. Assim que se iniciam os cortes, inicia-se também a adição de biomassa aos solos. A matéria orgânica nos solos equivale a retenção de água da chuva e consequentemente a hidratação da paisagem e resiliência face aos incêndios florestais.

Um solo enriquecido, fértil e equilibrado é mais resistente a pragas, sejam elas de  insectos ou fungos.

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Regeneração de prado em processo (2 meses após sementeira)

Princípios a adoptar para a criação de paisagens resilientes

Princípios a adoptar para a criação de paisagens resilientes

 

Preparações de terreno:

  • Trabalhar sempre em contorno/curva de nível ou keyline;
  • Não utilizar maquinaria pesada nas linhas de água;
  • Nunca queimar matéria orgânica na limpeza dos terrenos;
  • Sempre que necessário controlar “mato”, triturar e deixar no solo (corticai);
  • Se possível auxiliar a decomposição, com inoculação de micélios apropriados;
  • Trabalhos mecanizados entre Setembro e Maio, mas evitando o excesso de humidade do solo;
  • Plantações entre Outubro e Abril;

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Figura 3 – Preparação de terreno: Terraças em contorno;

 

      2  

 

 

 

 

Figura 4 – Plantações em valas de contorno ou Swales e protecção do solo com mulch;

Para a manutenção:

  • Controle de vegetação: é feito substituindo as espontâneas por espécies pertinentes do ponto de vista produtivo;
  • Uso de leguminosas perenes e anuais e outras plantas enriquecedoras de solo;
  • Corte de biomassa (“Chop and drop” ou corte e cai) e deposição no solo, sem gradagem;
  • Desbaste e rebrota: é feito anualmente, a partir do 2º ano após colheita/corte, no fim do inverno;
  • Inoculação com micélios adequados à decomposição dos resíduos florestais, como por exemplo Lentinula edodes (cogumelo shiitake), após o 4ºano, ou quando as circunstâncias o permitirem;
  • Gestão de resíduos de poda, desbaste e dos prados permanentes; Intimamente ligado ao aumento da fertilidade do solo e à hidratação da paisagem, todos os resíduos são triturados e deixados no solo.
  • A gestão adequada da biomassa é certamente a chave para a mitigação dos fogos, em simbiose com o aumento da fertilidade e quantidade de solos, assim como o aumento da infiltração da chuva e consequente hidratação da paisagem.3 

 

 

 

 

Figura 5  – 2 meses após limpeza de mato (tritura) com sementeira directa.



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Figura 6 – Inoculação de micélios para aceleração da decomposição

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Figura 7 – “Construção” de solos

 

Floresta mista, policultura e economia?

“A gestão e utilização das florestas e das áreas florestais, de um modo e a um ritmo que mantenham a sua biodiversidade, produtividade, capacidade de regeneração, vitalidade e potencial para desempenhar, agora e no futuro, funções relevantes, económicas,  sociais e ecológicas, a nível local, nacional e global e sem causar danos a outros ecossistemas.

Em termos mais simples, o conceito pode ser descrito como a obtenção de equilíbrio, entre o aumento da demanda por produtos florestais e a preservação da saúde das florestas e da diversidade. Este equilíbrio é fundamental, para a sobrevivência das florestas e para a prosperidade das comunidades que dependem da floresta.”

Definição de Gestão florestal sustentável, desenvolvida pela Conferência Ministerial sobre a Protecção das Florestas na Europa (FOREST EUROPE), e desde então sido adoptada pela Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Policultura, associação de espécies e estratos nos novos sistemas florestais:

Existem muitas espécies florestais interessantes para além das amplamente cultivadas em Portugal.

As possibilidades são imensas, e podemos integrar numa exploração florestal espécies mais “nobres” como cedro, salgueiro, amieiro, choupo, carvalho americano e alvarinho, cerejeira, castanheiro, plátano, etc., dependendo claro, da região e das circunstâncias do local e da paisagem.

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É possível integrar em culturas de curto prazo, como o eucalipto, outras culturas com ciclos maiores. Pressupõe uma mudança de paradigma e pensar (pelo menos em parte) a longo prazo, associando espécies de colheita rápida (eucalipto) com outras que tardam um pouco mais a produzir, mas com valores bem mais rentáveis acima dos habituais para eucalipto e pinheiro bravo.

Por outro lado, temos o exemplo recente de experiências no montado/sobreiral em que se chegou à conclusão que em regadio, o primeiro descasque da cortiça é feito ao oitavo ano, e o segundo, somente quatro anos depois.keyline

 

 

Obviamente que não sugerimos produção florestal de regadio, mas sugerimos sim, o planeamento da paisagem e preparação de terrenos onde se tenha este factor em consideração, proporcionando assim uma “rega” passiva, através da hidratação da paisagem.

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De forma a maximizar a área de produção e optimizar recursos e potenciais, propomos equilibrar estes conceitos num contexto de gestão florestal sustentável, com a utilização dos várias camadas ou estratos vegetais ‐ herbáceo, subarbustivo, arbustivo e arbóreo.

Assim podemos associar (por exemplo) eucaliptos a leguminosas perenes como a casuarina (sendo esta também uma opção válida para produção de pasta de papel), alfarrobeira ou amieiro (dependendo da zona) ou giesta.

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Estas consociações de plantas beneficiam o crescimento geral das árvores e possibilita que as colheitas ocorram em rotação, salvaguardando‐se assim a existência permanente de vegetação no terreno após a colheita. Escusado será dizer que só mantendo uma estrutura perene vegetativa, através de sebes ou mesmo pela rotação temporal dos cortes/colheitas, se consegue reduzir a erosão, e a manutenção dos caminhos.

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Lista de potenciais árvores e arbustos a incluir num plano de gestão florestal, associadas ao Eucalipto:

  • Acer negundo
  • Alnus glutinosa
  • Betula celtiberica
  • Castanea sativa
  • Casuariana equisetifolia
  • Cedrus atlantica
  • Cedrus lusitanica
  • Cupressus sempervirens
  • Fagus sylvatica
  • Fraxinus angustifolia
  • Juglans regia
  • Liriodendron tulipifera
  • Platanus orientalis
  • Pinus halepensis
  • Pinus nigra
  • Pinus pinaster
  • Pinus pinea
  • Populus nigra
  • Prunus avium
  • Robinia pseudoacacia
  • Quercus rubra

Florestas mistas com várias espécies de “rebrota” oferecem alto rendimento e diversificação.

 

Perspectiva sócio­económica

Um espaço florestal produtivo economicamente e ecologicamente, pode e deve ser diverso e integrativo da população.

Ao criarmos um ecossistema florestal equilibrado, onde a estabilidade ecológica é atingida através de estratégias e técnicas integradas, podemos retirar produtos e subprodutos florestais com grande retorno económico que justificam a fixação de pessoas no meio rural através da criação de emprego. Hoje em dia o método de produção de florestas não consegue oferecer estas mais valias sendo que, pode ainda acarretar a degradação do tecido sócio‐económico local e ambiental.

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Os produtos com origens sustentáveis são cada vez mais requisitados por sociedades cada vez mais conscientes, educadas e com poder de compra.

Exemplificamos algumas actividades, produtos e subprodutos que poderão ser a base de uma economia local:

  • Madeiras para indústrias da pasta de papel;
  • Madeiras para indústrias de construção;
  • Madeiras nobres;
  • Carpintaria/serrações que valorizam as subproduções;
  • Apicultura (mel e produtos associados);
  • Plantas aromáticas para indústrias medicinais, cosmética, fragrâncias naturais e óleos essenciais;
  • Eco‐turismo e lazer;
  • Actividades tradicionais (ex: cestaria);
  • Biomassa para produção energética (30% da biomassa);
  • Produção de nozes para alimentação humana e animal;
  • Produção de frutos para alimentação humana e transformação (ex: medronho/aguardente)
  • Pastoreio;
  • Cortiça;
  • Sequestro de CO2;
  • Iniciativas pedagógicas e educacionais;
  • Fungicultura;
  • E muito mais…

Sistemas florestais ecológicos, umas referências:

  • http://www.srcplus.eu/images/Handbook_SRCplus.pdf
  • http://www.eurocoppice.uni-freiburg.de/intern/pdf/deliverables/silviculture-guidelines
  • https://academic.oup.com/forestry/article-abstract/doi/10.1093/forestry/cpx009/3061816/The-Bradford-Hutt-system-for-transforming-young?redirectedFrom=fulltext
  • http://www.forestguild.org/publications/research/2016/FSG_Bottomland_Hardwoods.pdf

 

PG01 – Planeamento de emergência pós fogo e design estrutural em Alvares

É na sequência do nosso trabalho pro bono para a zona afectada pelos grandes incêndios de Julho na zona de Pedrogão Grande, Castanheira de Pêra e Góis, que desenvolvemos este projecto, para amigos que habitam perto de Alvares.

É uma propriedade difícil devido ao acentuado declive, e que foi praticamente toda queimada.

Neste momento, os proprietários preparam-se para intervir, só aguardam as linhas orientadoras que agora partilhamos.

Aqui estão um conjunto de ficheiros, que dão uma visão geral do que se pode e deve fazer, quer ao nível das intervenções pós fogo, quer a nível de criar uma estrutura permanente que mitiga a erosão e prepara o terreno para as plantações.

  1. Mapa de zoneamento e intervenções: Peppy v2-Zoneamento v2
  2. Corte/perfil: Peppy v4-Corte (2) sem logo.compressed
  3. Cronograma de gestão dos solos e biomassa: Cronograma de intervenção pós incendios terracrua 2017
  4. Modelo de “gestão de combustivel” para zonas habitadas: Faixa de gestão de combustivel-Corte sem logo

Mudança de local (gabinete Terracrua)

 

(English Version below – Version française plus bas.)


É com muito agrado que vos informamos que, conforme a nossa empresa vai crescendo, mudamos o nosso gabinete para um novo local, de forma a acomodar o nosso desenvolvimento.

 

Desde esta segunda-feira 03 de Julho, pode encontrar-nos no nosso novo gabinete, na :

Praça da Républica, 44
8100-269 – Loulé
(Edifício em frente à Câmara Municipal de Loulé)

Os nossos números de telefone, fax e endereço e-mail permanecem os mesmos.
Convidamo-los a actualizar os seus registros, e direcionar todas as correspondências futuras para a morada acima referida.



Nota Bene :
Na sequência da mudança, o nosso gabinete ficou, por erro da companhia de fornecimento de eletricidade, sem energia na quinta-feira 29/07.
Infelizmente, sofremos igualmente problemas de rede telefónica desde o dia 30/07 até hoje, dia 04 de Julho, data à qual a companhia de telecomunicações finalmente resolveu os distúrbios. Assim, pedimos a vossa compreensão por qualquer inconveniente.


 

En.

It is our great pleasure to inform you that, as our business is expanding, we have moved our office to a new location, to accommodate our growth.


Since this Monday the 03rd. of July, you can find us in our new office, at :

Praça da Républica, 44

8100-269 – Loulé
(Building in front of the Loulé’s Câmara Municipal)

Our telephone and fax number remain the same. Please change your records to reflect our new contact information and direct all future correspondences to the new address found above.


Nota Bene :
In the wake of the movings, our office has been left, by error from the electricity supplier company, without electricity the hole Thursday 29/07.
Unfortunately, we have aswell had telephone network problems since the 30/07 until today, the 04th of July, when the telecommunications’ company finally fixed these ones.  
We therefore ask your understanding for any inconvenience.


Fr.


C’est avec grande satisfaction que nous vous informons de notre déménagement, reflet du développement de notre entreprise.


Depuis ce lundi 03 juillet, vous pourrez nous trouver dans nos nouveaux bureaux, sis au :

 

Praça da Républica, 44

8100-269 – Loulé

(Bâtiment en face de la Câmara Municipal de Loulé)



Nos numéros de téléphone et fax restent les mêmes. Nous vous invitons cependant à actualiser vos répertoires en fonction, ainsi que d’adresser toute future correspondance à la nouvelle adresse citée ci-dessus.

 

Nota Bene :
Dans le courant du déménagement, par erreur de notre fournisseur d’énergie électrique, nous nous sommes retrouvés sans électricité toute la journée du jeudi 29/07.
Malheureusement, nos lignes téléphoniques ont également été troublées depuis le 30/07  jusqu’à aujourd’hui, mardi 04 juillet, lorsque la compagnie de télécommunications a pu finalement résoudre le problème. Nous sollicitons en ce sens votre compréhension pour tout inconvénient causé.

 


 

 


Atentamente,

A Equipa Terracrua

 

 

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O blog da equipa Terracrua!