Gestão Holística do gado e dos pastos

A Gestão Holística do gado e dos pastos é a forma mais eficaz de resolver problemas tais como:

– Compactação dos solos;
– Exaustão dos solos;
– Desertificação e erosão agravada;
– Seca e mortalidade vegetativa;
– Dependência de rações;
– Poluição e nitrificação;
– Dominio da paisagem por “invasivas”;

A gestão holística é um sistema que foi originalmente desenvolvido por Allan Savory, e baseado no estudo das migrações dos grandes rebanhos selvagens Africanos.

Um sistema assim tem sérias vantagens:

– Hidratação da paisagem;
– “Construção” exponencial de solos;
– Mitigação da erosão;
– Maior autonomia a nivel de alimentação para o gado;
– Aumento da biodiversidade;
– Aumento da “caça”;
– Estruturação dos solos;
– Diversificação das produções;
– Aumento geral do vigor vegetativo;
– Entre tantas outras vantagens…

É uma forma diferente de olhar para os recursos e gerir a produção, numa óptica de constante regeneração ecológica. Fazendo rotações rápidas de gado de forma sequenciada, (por ex. vacas, ovelhas, galinhas), consegue-se uma pronta recuperação dos pastos, e os estrumes das diferentes espécies complementam-se e fertilizam os solos.

É particularmente interessante para proprietários de Herdades e propriedades com mais de 20ha, nomeadamente para os Montados Alentejanos.

Fica aqui a sugestão: se tem uma propriedade de montado com mais de 20ha, terras com pouco declive, que a produção de cortiça está ameaçada pelo Phytophthora, contemple implementar um sistema de gestão ecológica, com base no design keyline e na gestão holistica do gado.

Podas, desbastes e tritura!

Desbaste, podas e trituras.
Na maior parte dos projectos agrícolas actuais, a biomassa resultante de limpezas desbastes e cortes é frequentemente “exportada” pela facilidade e redução de custos. Na verdade, se fossemos a contabilizar o valor da biomassa na construção de solos e retenção de águas , ninguem o faria.
Assim, recomendamos sempre que se triture, e que se devolva a matéria aos solos, compostado, ou por compostar!

Chuva orográfica, a conexão floresta-água!

Um sistema simples que capta a água dos nevoeiros, imitando as florestas de cumeada, que quando existentes, duplicam a precipitação média, hidratam a paisagem a ajudam a recarregar os aquiferos!

 

https://www.facebook.com/bbcnews/videos/1822799784644476/

A permacultura é para todos!

A permacultura nasceu nos anos ’70 do trabalho de Bill Mollison e David Holmgren. A palavra permacultura é a combinação dos termos “cultura permanente” e “agricultura permanente”.

Perguntamo-nos todos os dias: como podemos satisfazer as nossas necessidades? A permacultura coloca uma questão mais abrangente: Como vamos satisfazer as nossas necessidades como indivíduos, famílias e comunidades, ao mesmo tempo que cuidamos da saúde da Natureza, dos seus ecosistemas e das diferentes espécies que os compõe.

A permacultura é para todos. Somos parte da solução.
Na permacultura olhamos de perto para como a Natureza funciona, estudamos as diferentes interligações e interdependências entre as plantas, árvores, insectos,
pássaros, pessoas, solos, etc.

Conhecer estas ligações permite-nos tomar decisões que melhoram a nossa qualidade de vida e a da Natureza que nos rodeia.
Nós não podemos viver neste planeta sem causar algum tipo de impacto. Consumimos recursos e produtos que vêm de longe, geramos imenso desperdício e degradamos a saúde da Natureza. A saúde dos rios e ribeiras, a saúde dos solos, das plantas, animais, e claro, a nossa saúde também.

Com a permacultura podemos optimizar o nosso impacto e alinhar a nossa criatividade com as nossas ações e regenerar a Natureza e as nossas vidas.

A permacultura ajuda-nos a perceber o problema e logo ver as possibilidades para o resolver. Com prática torna-se muito mais
fácil lidar com problemas e resolvê-los.

A permacultura é design, é engenharia, física, biologia, antropologia e arquitectura combinados num só. Obviamente não nos tornamos ‘experts’ em todos estes campos só estudando permacultura, mas é possível adquirir bases solidas nestas disciplinas ao mesmo tempo que ganhamos perspectivas de como nós seres humanos nos encaixamos neste planeta.

Com estas bases abrangentes, é possível começar a desenhar à volta das nossas necessidades da nossa vida enquanto criamos uma mudança positiva.

“A melhor maneira de prever o futuro, é desenhá-lo”
Buckminster Fuller, visionário, designer, arquitecto, inventor e escritor americano.

Paisagem, erosão e sucessão natural

A observar a paisagem e os padrões, podemos ler o que se passou e o que vai acontecer.
A paisagem foi moldada pela acção humana que a degradou de tal forma, que só juntando conhecimento, experiência e imaginação conseguimos conceber como era à 2 ou 3mil anos.

O mais frequente no nosso territorio, pátria de muitos lenhadores e poucos florestais, é observarmos a sedimentação no sopé das montanhas, provocado pela deflorestacão contínua.

Montanhas e rochas esverdeadas, fruto da colonização por parte de liquens e musgos, tal é o estágio primário a que levamos a natureza.

Ainda assim, ao compreendermos os ciclos, a sucessao natural e a erosão, é como que sabemos que nada está perdido, mas que podemos sempre auxiliar a floresta que a montanha quer ter.

Quando o problema é uma solução simples e barata

Após um breve estudo sobre a hidrologia do local, constatámos que podíamos colectar muita da água que normalmente escorre pelo caminho público. Assim, planeámos e construímos 3 pequenas charcas com valas que capturam parte das escorrências superficiais do caminho. Uma semana depois (26-1-2017) choveu e já pudemos constatar que funciona.

Quando chega o inverno, vemos frequentemente a erosão provocada pelas escorrências superficiais.

Neste video podemos ver uma solução simples e barata de mitigar a erosão, aumentar a infiltração, e até capturar solos, que de outra forma, iam certamente dar ao mar.

A criação de pequenas charcas, mesmo temporárias é uma mais valia para qualquer propriedade.

Nesta pequena charca, brevemente serão estacados salgueiros  assim como outras espécies ripícolas, sendo que já semeámos trevo subterraneo, durante a construção da mesma…

É caso para dizer, “O problema é a solução!”

Esta charquinha custou 70€ : aprox. 1h de máquina retroescavadora, 2h para cavar a vala à enxada e encher-la com brita e pedras… Simples, barata, mas eficaz!

Para além desta técnica de controlo da erosão hídrica, existem muitas outras técnicas de controlo da erosão, técnicas key-line, de engenharia natural, vetiver system, etc., etc. Cada caso é um caso e manifesta necessidades específicas, mas para cada um, há uma solução.

Cisternas em Ferrocimento

Ao longo dos anos, diversas técnicas e materiais para o armazenamento de águas têm sido experimentados em várias zonas do mundo: tijolo, pedra, cerâmica, ferro, materiais sintéticos e plásticos, etc…

 Entre estes, a tecnologia do ferrocimento destaca-se pelas suas vantagens:

CONSTRUÇÃO
• Simplicidade de implementação e transporte dos materiais;
• Rapidez de construção;
• Baixo custo e uso reduzido de materiais;
• Flexibilidade de construção, adaptável a cada situação;

QUALIDADE E MANUTENÇÃO
• Alta resistência, segurança perante o vazamento, a evaporação e terramotos;
• Longa durabilidade (min 50 anos);
• Baixa manutenção;
• Impermeável e não contaminante, o material mantém a água potável
• Sistema fechado : preservação da qualidade da água por muito tempo;

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Plano técnico de Cisterna de Ferrocimento com tampa: Terracrua Design Portugal – Tanque de Ferrocimento1

Plano técnico de Cisterna de Ferrocimento sem tampa: Terracrua Design Portugal – Tanque de Ferrocimento2

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