Arquivo da Categoria: Case studies

Esta secção do blog serve o intuito de informar e divulgar sobre as estratégias que a empresa Terracrua desenvolve para os seus clientes. O conteúdo desta secção, é propriedade exclusiva da Terracrua: qualquer reprodução total ou parcial requer o prévio consentimento da Terracrua.

PG03 – PLANEAMENTO DE EMERGÊNCIA PÓS FOGO E DESIGN ESTRUTURAL NA QUINTA DA FONTE, FIGUEIRÓ DOS VINHOS

É na sequência do nosso trabalho pro bono para a zona afectada pelos grandes incêndios de Julho em Pedrogão Grande, que desenvolvemos este projecto, para uma quinta na zona de Figueiró dos Vinhos.

19274858_10155471681952990_6305080577091279844_nApós o incêndio, sobraram as árvores resistentes ao fogo, castanheiros, carvalhos, oliveiras, entre outras.

Trata-se de uma quinta vocacionada para turismo e camping rural, que foi bastante referenciada ultimamente, pois aqui foi evidente que castanheiros, carvalhos e oliveiras “travam” incêndios florestais, ao contrário dos eucaliptos e pinheiros em monoculturas.

Este projecto foi elaborado em cima de uma planta de localização e não um levantamento topográfico, o que naturalmente tira possibilidade de design a detalhe. Os documentos abaixo, são linhas orientadoras, para ajudar os proprietários a tomar decisões relativamente aos próximos passos a dar na propriedade, antes das chuvas que podem provocar danos a nível de erosão e até deslizamentos de terras.

Quinta da fonte v3-ZoneamentoMapa de zoneamento, plano geral. (*.pdf em baixo)

O foco neste projecto foi realmente o zoneamento das diferentes possibilidades a nível de produção (zonas 2 e 3), floresta de gestão (zona 4), floresta de protecção (zona 5), assentes numa matriz de hidratação da paisagem.

As charcas temporárias em rede, articuladas por uma rede de terraças em contorno, possibiltam o aumento da área de cultivo, e até a criação de um sistema de combate a incendios, se a este modelo adicionarmos algumas cisternas nas zonas altas.

Neste momento, os proprietários preparam-se para intervir, só aguardam as linhas orientadoras que agora partilhamos.

Aqui estão um conjunto de ficheiros, que dão uma visão geral do que se pode e deve fazer, quer ao nível das intervenções pós fogo, quer a nível de criar uma estrutura permanente que mitiga a erosão e prepara o terreno para as plantações.

  1. Mapa de zoneamento e intervenções: Quinta da fonte v3-Zoneamento
  2. Corte/perfil: Quinta da fonte v3-Corte WEB com logo.compressed
  3. Cronograma de gestão dos solos e biomassa: Cronograma de intervenção pós incendios terracrua 2017
  4. Modelo de “gestão de combustivel” para zonas habitadas: Faixa de gestão de combustivel-Corte sem logo

Quinta Vamaro, Loulé 2017

O projecto aqui apresentado foi elaborado para uma propriedade onde se pretende desenvolver uma pequena quinta rural, que se pretende única, equilibrada e em estreita parceria com a natureza e meio envolvente.  

O serviço prestado pela equipa Terracrua é o planeamento estrutural, a matriz de zoneamento, vegetação, acessos, água na paisagem e infraestruturas, que cria as circunstâncias para mitigar erosão e fomentar a resiliência e abundância.

A metodologia utilizada no desenvolvimento do projecto é o design de permacultura, que visa essencialmente a criação de habitats e zonas produtivas humanas, completamente integradas e em consociação com os ecossistemas locais. Neste contexto e seguindo uma série de princípios e estratégias mundialmente reconhecidas e testadas, definimos as melhores técnicas e abordagens, de forma a criar um projecto economicamente viável e ecologicamente saudável.

01 plano geralPlaneamento estrutural, plano geral.

 

Em implementação: (iniciada em Abril 2017)

  • Acesso viário:

Considerando a topografia acidentada, desenhou-se o acesso viário principal, de forma a percorrer toda a propriedade com um declive suave, até um máximo de 6%, e ao longo do qual se localizam os edifícios, habitação, oficina e cozinha comunitária.

vamaro acessoAcesso principal, e charca temporária que armazena as águas da chuva trazidas pela estrada. Nota: Em Setembro será finalizada e colocado uma mistura inerte para estabilização.

  • Rede de infraestruturas:

A rede de infraestruturas contempla a comunicação e deslocações entre os diferentes recursos energéticos e as zonas de habitação e produção (electricidade, água, esgotos e outros). Tal como a rede viária, à qual é associada, foi planeada para maximizar a sua eficiência energética, reduzir gastos e minimizar o seu impacto ecológico. Está a ser implementada no eixo da via, com caixas de acesso cada 50mts.

infra

 

vamaro infraAs tubagens das infraestruturas foram enterradas numa vala com 60cm de profundidade, ao longo do acesso principal.

 

  • Cisterna e fito etars:

vamaro cisternaUma cisterna na parte mais alta da propriedade é um “lugar comum” em planeamento de paisagem, porque simplesmente funciona, a partir daqui, é tudo irrigado por gravidade! Veja mais sobre as nossas cisternas, aqui:

vamro fitoetar2Estação de fito depuração, que já está em funcionamento, no tratamento das águas da habitação principal. Tem ainda uma vala de infiltração em profundidade, que em breve vai irrigar 10 árvores de fruta!

vamaro fitoetar1A estação de fito depuração que vai tratar as águas sujas de duches e da cozinha comunitária. Está em construção e prestes a acabar!

 

A primeira fase da implementação está já a terminar, no Outono, vão ser os trabalhos relativos a vegetação!

PG02 – Planeamento de emergência pós fogo e design estrutural na Corga da Pereira, Pedrógão Grande

É na sequência do nosso trabalho pro bono para a zona afectada pelos grandes incêndios de Julho na zona de Pedrogão Grande, Castanheira de Pêra e Góis, que desenvolvemos este projecto, para uma quinta familiar na zona de Mega Cimeira.

Como no precedente trabalho, esta é uma propriedade difícil devido ao acentuado declive, e que foi praticamente toda queimada. As estradas existentes fomentam a erosão hidrica, e está rodeada de plantações de eucalipto.

Neste momento, os proprietários preparam-se para intervir, só aguardam as linhas orientadoras que agora partilhamos.

Aqui estão um conjunto de ficheiros, que dão uma visão geral do que se pode e deve fazer, quer ao nível das intervenções pós fogo, quer a nível de criar uma estrutura permanente que mitiga a erosão e prepara o terreno para as plantações.

  1. Mapa de zoneamento e intervenções: Green_Family V2-Zoneamento
  2. Corte/perfil: Green_Family V2-Corte WEB com logo
  3. Cronograma de gestão dos solos e biomassa: Cronograma de intervenção pós incendios terracrua 2017
  4. Modelo de “gestão de combustivel” para zonas habitadas: Faixa de gestão de combustivel-Corte sem logo

Prados permanentes?

Prados permanentes

Terrenos ocupados com forrageiras herbáceas, quer semeadas quer espontâneas, por período igual ou superior a cinco anos e que não estejam incluídas no sistema de rotação da exploração. Este tipo de cultura promove a protecção e melhoria do solo, o seu papel no ciclo da água, a fixação biológica de azoto e o sequestro de CO2.

Estes prados devem ser implementados como estratégia (entre outras) de hidratação da paisagem, e com vista ao coberto permanente dos solos. Podem ocupar as terras nas entrelinhas dos pomares ou sistemas florestais e agro florestais, e assim integrar outras actividades como apicultura ou pecuária em áreas até então dominadas por “ervas” indesejadas.

– A melhor forma de nos livrarmos de espécies indesejadas parece realmente ser a substituição por outras espécies, que preencham os estratos ocupados pelas primeiras. A manutenção também baixa drasticamente, ao “domarmos” espaços ocupados por espécies rústicas, e transformá-los em prados de herbáceas e gramineas que oferecem muito menos resistência ao corte manual, por exemplo.

A conversão do “mato” existente, consideravelmente lenhoso e combustível, para um prado de gramíneas anuais, deve ser acompanhado de um plano regenerativo de implementação e gestão, como por exemplo neste cronograma, de um projecto perto de Setúbal:

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Tabela cronograma de gestão dos solos

A sequência correcta, no âmbito de um projecto regenerativo, deve ser:

  • Escolha das datas certas, considerando o calendário lunar, a época de chuvas e a escolha assertiva dos meios mecânicos ou manuais;
  • Sementeira directa, de mistura de leguminosas (vários estratos), 150kg/ha, durante o 1º ano de intervenção;
  • Corte do “mato” existente, e deposição no solo, de forma a cobrir a semente espalhada;
  • Reforço da sementeira com leguminosas;
  • 1º corte, após crescimento geral de cerca de 30cm de altura;
  • Introdução de mistura apropriada de gramíneas e herbáceas variadas e enriquecedoras de solo;
  • Introdução de gado para maneio e  controle da biomassa, de forma a não comprometer o crescimento do prado;

A este coberto verde, assiste os processos de enriquecimento e crescimento de solo, ao mesmo tempo que beneficia o ecossistema com a sombra e retenção da humidade. Assim que se iniciam os cortes, inicia-se também a adição de biomassa aos solos. A matéria orgânica nos solos equivale a retenção de água da chuva e consequentemente a hidratação da paisagem e resiliência face aos incêndios florestais.

Um solo enriquecido, fértil e equilibrado é mais resistente a pragas, sejam elas de  insectos ou fungos.

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Regeneração de prado em processo (2 meses após sementeira)

PG01 – Planeamento de emergência pós fogo e design estrutural em Alvares

É na sequência do nosso trabalho pro bono para a zona afectada pelos grandes incêndios de Julho na zona de Pedrogão Grande, Castanheira de Pêra e Góis, que desenvolvemos este projecto, para amigos que habitam perto de Alvares.

É uma propriedade difícil devido ao acentuado declive, e que foi praticamente toda queimada.

Neste momento, os proprietários preparam-se para intervir, só aguardam as linhas orientadoras que agora partilhamos.

Aqui estão um conjunto de ficheiros, que dão uma visão geral do que se pode e deve fazer, quer ao nível das intervenções pós fogo, quer a nível de criar uma estrutura permanente que mitiga a erosão e prepara o terreno para as plantações.

  1. Mapa de zoneamento e intervenções: Peppy v2-Zoneamento v2
  2. Corte/perfil: Peppy v4-Corte (2) sem logo.compressed
  3. Cronograma de gestão dos solos e biomassa: Cronograma de intervenção pós incendios terracrua 2017
  4. Modelo de “gestão de combustivel” para zonas habitadas: Faixa de gestão de combustivel-Corte sem logo

Santa Bárbara de Nexe, 6,5HA – Projecto de regeneraçao de olival em modo de produção biológico

A propriedade que tem cerca de 6,5ha, está localizada entre 138 e 154 metros acima do nível do mar, ligeiramente a Nordeste de Faro, nas encostas do Barrocal, zona portanto argilo-calcária e que usufrui de características únicas. Num clima mediterrânico, com uma pluviometria na ordem dos 500mm e ventos predominantes de NW e SE, onde as temperaturas médias, a exposição solar, a protecção dos ventos pela serra do barrocal, entre outras possibilitam a cultura de várias espécies subtropicais. Segundo os proprietários, o Olival encontra-se em conversão para modo de produção biológico e é lavrado regularmente, para combater as ervas daninhas e favorecer a infiltração das chuvas.

Havia já cerca de trezentas oliveiras no local, em plena produção, e em 2010 foram plantadas 1800 de variedade maçanilha, que ainda não produziram e que apresentam dificuldades de crescimento. Segundo a Eng. Agrónoma do projecto, o excesso de salinidade da água do furo será a raiz do problema.

Análise:

O terreno de um modo geral, encontra-se exposto aos principais vectores de erosão como chuva, sol e vento. Em alguns locais, rachas de tamanho considerável são observáveis, o que evidencia o nível de deterioração dos solos que se encontra compactado e com muito pouco coberto vegetal: a maioria das árvores, plantadas sem respeitar a topografia ainda não têm dimensão para proteger o solo da exposição solar. Esse “raquitismo vegetal” explica-se pela falta de qualidade e quantidade hídrica, consequência do padrão de plantação ignorando o contorno da paisagem, que vem criar uma rampa de erosão tornando as árvores dependentes da rega (sistema gota a gota existente, proveniente de água do furo, salinizada), a água da chuva não chegando a infiltrar-se, o que mantém as raízes das árvores a um nível muito superficial e em luta permanente pela água, em vez de concentrar a sua energia no seu desenvolvimento.

O Olival tem actualmente prejuízos devidos à mosca da azeitona (Bactrocera oleae) que é de momento combatida com a solução mineral de hidróxido de cal.

Planeamento:

A seguinte estratégia de recuperação ecológica para um contexto de olival em monocultura foi definida após observação e identificação dos desequilíbrios, e visa o restauro do equilíbrio do agrossistema, divide-se em três abordagens gerais:

1. Hidratação da paisagem.

2. Plano de regeneração via adubação verde.

3. Prado permanente e estratégia de luta biológica contra a praga Bactrocera oleae.

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Vila do Bispo, 8Ha – Projecto familiar de agrofloresta, pomares mistos e keyline

Com uma topografia desafiante, este projecto visa a instalação de pomares mistos e a transformação dos excedentes para retorno económico a médio prazo.

Entre os objectivos principais deste projecto, está a instalação de um sistema produtivo ecológico e auto suficiente que permita a subsistência, abundância e qualidade de vida dos habitantes.

O design hídrico é uma das frentes do planeamento, sendo extremamente necessário, considerando o avanço da erosão e a perda de solos nas zonas com mais declive. As estradas são alinhadas com os pontos chave a hidratar, como charcas, e sempre que possível, em keyline, ou seja, a hidratação das cumeadas secundarias.

Zonas terraçadas vão ser criadas, de forma a possibilitar a instalação de pomares com baixa manutenção e sistematizados.

Pomares mistos, com diversidade de espécies, extratos, variedades, floração e frutificação estão a ser planeados, com vista á diversidade de alimento humano, animal e nutrição para o solo.

Sebes protectoras de vento, privacidade e incêndios, zonas de floresta santuário, zonas de produção florestal, são outros dos elementos necessários e incluidos neste projecto, que contempla o inicio da implementação para a primavera de 2017.

 

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