A chuva na paisagem, a erosão e a perda de solos.

Agora que chove, podemos claramente ver a quantidade de água da chuva que cai na nossa terra e que não guardamos ou infiltramos onde faz mais falta.

Mesmo numa zona de baixa precipitação, como no Algarve, chovem 5 milhões de litros anualmente, por hectare (10.000mts2).

Torna-se também evidente que parte do problema é a falta de vegetação, e a perda de solos provocada pelas escorrências superficiais.

Consulte-nos para o planeamento hídrico da sua propriedade!

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Now that rains, we can clearly see the amount of rain water that falls in our land, and that we dont store or infiltrate where its lacking more.

Even in low precipitation area, like Algarve, rains aproximately 5 millions litres, annualy, per hectare (10.000mts2).

Also become quite evident that part of the problem is the lack of vegetations, and the erosion made by running waters.

Consult us for the water planning of your property!

Santa Bárbara de Nexe, 6,5HA – Projecto de regeneraçao de olival em modo de produção biológico

A propriedade que tem cerca de 6,5ha, está localizada entre 138 e 154 metros acima do nível do mar, ligeiramente a Nordeste de Faro, nas encostas do Barrocal, zona portanto argilo-calcária e que usufrui de características únicas. Num clima mediterrânico, com uma pluviometria na ordem dos 500mm e ventos predominantes de NW e SE, onde as temperaturas médias, a exposição solar, a protecção dos ventos pela serra do barrocal, entre outras possibilitam a cultura de várias espécies subtropicais. Segundo os proprietários, o Olival encontra-se em conversão para modo de produção biológico e é lavrado regularmente, para combater as ervas daninhas e favorecer a infiltração das chuvas.

Havia já cerca de trezentas oliveiras no local, em plena produção, e em 2010 foram plantadas 1800 de variedade maçanilha, que ainda não produziram e que apresentam dificuldades de crescimento. Segundo a Eng. Agrónoma do projecto, o excesso de salinidade da água do furo será a raiz do problema.

Análise:

O terreno de um modo geral, encontra-se exposto aos principais vectores de erosão como chuva, sol e vento. Em alguns locais, rachas de tamanho considerável são observáveis, o que evidencia o nível de deterioração dos solos que se encontra compactado e com muito pouco coberto vegetal: a maioria das árvores, plantadas sem respeitar a topografia ainda não têm dimensão para proteger o solo da exposição solar. Esse “raquitismo vegetal” explica-se pela falta de qualidade e quantidade hídrica, consequência do padrão de plantação ignorando o contorno da paisagem, que vem criar uma rampa de erosão tornando as árvores dependentes da rega (sistema gota a gota existente, proveniente de água do furo, salinizada), a água da chuva não chegando a infiltrar-se, o que mantém as raízes das árvores a um nível muito superficial e em luta permanente pela água, em vez de concentrar a sua energia no seu desenvolvimento.

O Olival tem actualmente prejuízos devidos à mosca da azeitona (Bactrocera oleae) que é de momento combatida com a solução mineral de hidróxido de cal.

Planeamento:

A seguinte estratégia de recuperação ecológica para um contexto de olival em monocultura foi definida após observação e identificação dos desequilíbrios, e visa o restauro do equilíbrio do agrossistema, divide-se em três abordagens gerais:

1. Hidratação da paisagem.

2. Plano de regeneração via adubação verde.

3. Prado permanente e estratégia de luta biológica contra a praga Bactrocera oleae.

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Workshop – Estabilização de terraças.

Eis que voltamos a Alcanede, ao projecto Aldeia do Sol, para continuar os trabalhos de controle de taludes, erosão e implementação de um sistema artesanal, de baixo custo, para tornar esta área super produtiva e abundante!

Entre outras actividades, vamos proceder á plantação e sementeiras de espécies adequadas á estabilização e estruturação dos solos. Vamos instalar árvores e arbustos na frente e traseira das terraças, e semear prados permanentes nas entrelinhas.

Vai haver tempo para conteúdos teóricos, mas essencialmente este workshop é informal e prático, e direccionado para interessados em permacultura, floresta e agro floresta.

Deves trazer roupa de trabalho, muda de roupa, luvas, botas de protecção, chapeu, saco cama, e tudo o que precisas para estar protegido e confortável durante este fim de semana.

Limitado a 12 participantes.

Mais informações serão dadas por email.

Junta-te a nós, este workshop/minga é grátis, mas requer inscrição para o e-mail nunodmribeiro@gmail.com

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Resultado do primeiro evento:

No decorrer da estabilização dos taludes recém construídos, foram iniciadas as estruturas de madeira que criam as condições para o correcto desenvolvimento das plantas estruturantes que a médio/longo prazo, vão manter a propriedade livre de erosão, e beneficiar a construção de solos.

Foi construido um mureto de madeira reciclada (de um telhado velho) na base/perimetro interior das terraças. Arroncamento com pedras locais foi estabelecido junto ao mureto, para facilitar a infiltração e o efeito berma. Iniciámos também a grade viva nas paredes dos taludes, para futuramente albergar as plantações de vetiver e giesta!

Com o mureto construído, foi 14716298_1483510121665727_3748858033575282602_n 14717190_1483509948332411_5857599782657214554_n 14721491_1483512021665537_5197176542482712599_n 14721626_1483512351665504_3540005377479275620_n 14908399_204091966703384_9105617671831915755_n 14937337_204091913370056_6952812192554741671_n 14955808_204079826704598_8321315411846565637_n 14956655_204091956703385_398639937972688883_n 14980728_204091883370059_1306831200779817201_n criar uma zona de cultivo de 1 a 1,2mts de largura, uns 60 mts2 por terraça! Estes canteiros podem e devem ser zonas produtivas, nomeadamente com perenes frutíferas arbustivas!

 

 

 

Primeiros trabalhos de limpeza selectiva

Desbaste, podas e trituras.
Na maior parte dos projectos agrícolas actuais, a biomassa resultante de limpezas desbastes e cortes é frequentemente “exportada” pela facilidade e redução de custos. Na verdade, se fossemos a contabilizar o valor da biomassa na construção de solos e retenção de águas , ninguem o faria.
Assim, recomendamos sempre que se triture, e que se devolva a matéria aos solos, compostado, ou por compostar!

 

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Vila do Bispo, 8Ha – Projecto familiar de agrofloresta, pomares mistos e keyline

Com uma topografia desafiante, este projecto visa a instalação de pomares mistos e a transformação dos excedentes para retorno económico a médio prazo.

Entre os objectivos principais deste projecto, está a instalação de um sistema produtivo ecológico e auto suficiente que permita a subsistência, abundância e qualidade de vida dos habitantes.

O design hídrico é uma das frentes do planeamento, sendo extremamente necessário, considerando o avanço da erosão e a perda de solos nas zonas com mais declive. As estradas são alinhadas com os pontos chave a hidratar, como charcas, e sempre que possível, em keyline, ou seja, a hidratação das cumeadas secundarias.

Zonas terraçadas vão ser criadas, de forma a possibilitar a instalação de pomares com baixa manutenção e sistematizados.

Pomares mistos, com diversidade de espécies, extratos, variedades, floração e frutificação estão a ser planeados, com vista á diversidade de alimento humano, animal e nutrição para o solo.

Sebes protectoras de vento, privacidade e incêndios, zonas de floresta santuário, zonas de produção florestal, são outros dos elementos necessários e incluidos neste projecto, que contempla o inicio da implementação para a primavera de 2017.

 

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Portimão, 21ha – Projecto de design hídrico de propriedade assolada por incêndio florestal em 2016

Ainda no rescaldo dos incêndios na Serra de Monchique, no projecto Awake, que foi altamente afectado com o fogo, começou-se a planear a adaptação do terreno de forma a prevenir incêndios. Entre outros, foi delineado a “construção” de terraças em contorno e 2 novas barragens.
Nas terraças, previu-se a captura de água da chuva para as barragens e a hidratação das cumeadas secundárias. Também se oprimizou uma barragem existente com valas de afunilamento.
E há ainda há mais para planear, nomeadamente novos pomares de sequeiro em zonas hidratadas pelas futuras barragens!


Em breve teremos mais fotos, deste projecto que tem o apoio da Terracrua, design e gestão de projectos regenerativos a nível de planeamento topográfico, escolha dos locais das barragens, delineação das terraças e caminhos.

 

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