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Os painéis pré-fabricados Ekopanely

Uma solução ecológica extremamente versátil e saudável para a construção, da qual somos representantes em Portugal. 


O QUE SÃO ?

São constituídos maioritariamente por palha, que é compactada por um processo com altas temperaturas e alta pressão, usando zero agentes ligantes. É por fim selada em cartão reciclado para tomar a forma de painéis de diferentes espessuras para a construção.

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VANTAGENS NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO

  • Universais;
  • Fáceis e rápidos de instalar – funcionam como os painéis tradicionais de gesso cartonado (tipo “pladur”);
  • São compatíveis com auto-construção, mas também para uso por empresas de construção estandartes;
  • Versáteis:
    – Servem para construções novas, renovações, extensões, divisões ou conversões;
    – O sistema pode ser utilizado em diversos modos construtivos: paredes divisórias, de casa de banho, cozinha ou quarto (taxa de isolamento sonoro), paredes auto-portantes,  ou ainda como isolamento do chão ou dos telhados;
  • Baixo custo;
  • Alta qualidade (ecológica, mecânica e a nível de saúde);
  • Alta durabilidade mecânica;

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POR FIM, O CONFORTO DE UMA CASA SAUDÁVEL:

O que confere aos painéis as suas propriedades de isolamento térmico acima da média, é o seu material: a palha. Esta, devido às suas propriedades intrínsecas, torna qualquer edifício num local extremamente saudável, além de ser 100% renovável:

Os painéis prensados, ao mesmo tempo que acumulam o calor de forma  progressiva, não só protegem a estrutura de madeira, de mudanças drásticas de temperatura, como mantêm também ao mesmo tempo o ambiente interior em níveis constantes de temperatura, dado que são necessárias cerca de 11.8 horas para a temperatura exterior penetrar um edifício construído com Ekopanely’s. Esta característica reduz de forma notória custos de aquecimento no Inverno e de arrefecimento, no Verão.

O mesmo material, pela sua natureza fibrosa, é altamente permeável ao vapor : absorve o excesso de vapor no ar, e quando a taxa de humidade baixa novamente, libertam-na suavemente no ambiente. Este mecanismo tem um impacto muito positivo no microclima interior das casas, especialmente no Inverno, assim como na saúde dos seus habitantes (crianças, pessoas asmáticas, sofrendo de reumatismos, etc…)

 

  • Para quem quer poupar nas despesas energéticas (aquecimento e arrefecimento),
  • Para quem deseja construir saudável, de forma barata e duradoura,
  • Para quem deseja renovar ou melhorar o isolamento de uma casa existente,
  • Para quem quer cuidar do seu lar e dos que nele habitam,
  • E até para quem deseja construir a sua casa de férias, ao mesmo tempo que preserva os seus bens, como a estrutura de madeira do edifício…

Para mais informações técnicas, visite este link, dum folheto em inglês sobre os painéis Ekopanely, ou o site do fabricante.

Pode ainda contactar-nos para encomendas, assim como para descobrir amostras do Produto, via +351 289 416 143 ;  geral@terracrua.org  ; o nosso site ; ou na nossa Sede, em Loulé. 

PG03 – PLANEAMENTO DE EMERGÊNCIA PÓS FOGO E DESIGN ESTRUTURAL NA QUINTA DA FONTE, FIGUEIRÓ DOS VINHOS

É na sequência do nosso trabalho pro bono para a zona afectada pelos grandes incêndios de Julho em Pedrogão Grande, que desenvolvemos este projecto, para uma quinta na zona de Figueiró dos Vinhos.

19274858_10155471681952990_6305080577091279844_nApós o incêndio, sobraram as árvores resistentes ao fogo, castanheiros, carvalhos, oliveiras, entre outras.

Trata-se de uma quinta vocacionada para turismo e camping rural, que foi bastante referenciada ultimamente, pois aqui foi evidente que castanheiros, carvalhos e oliveiras “travam” incêndios florestais, ao contrário dos eucaliptos e pinheiros em monoculturas.

Este projecto foi elaborado em cima de uma planta de localização e não um levantamento topográfico, o que naturalmente tira possibilidade de design a detalhe. Os documentos abaixo, são linhas orientadoras, para ajudar os proprietários a tomar decisões relativamente aos próximos passos a dar na propriedade, antes das chuvas que podem provocar danos a nível de erosão e até deslizamentos de terras.

Quinta da fonte v3-ZoneamentoMapa de zoneamento, plano geral. (*.pdf em baixo)

O foco neste projecto foi realmente o zoneamento das diferentes possibilidades a nível de produção (zonas 2 e 3), floresta de gestão (zona 4), floresta de protecção (zona 5), assentes numa matriz de hidratação da paisagem.

As charcas temporárias em rede, articuladas por uma rede de terraças em contorno, possibiltam o aumento da área de cultivo, e até a criação de um sistema de combate a incendios, se a este modelo adicionarmos algumas cisternas nas zonas altas.

Neste momento, os proprietários preparam-se para intervir, só aguardam as linhas orientadoras que agora partilhamos.

Aqui estão um conjunto de ficheiros, que dão uma visão geral do que se pode e deve fazer, quer ao nível das intervenções pós fogo, quer a nível de criar uma estrutura permanente que mitiga a erosão e prepara o terreno para as plantações.

  1. Mapa de zoneamento e intervenções: Quinta da fonte v3-Zoneamento
  2. Corte/perfil: Quinta da fonte v3-Corte WEB com logo.compressed
  3. Cronograma de gestão dos solos e biomassa: Cronograma de intervenção pós incendios terracrua 2017
  4. Modelo de “gestão de combustivel” para zonas habitadas: Faixa de gestão de combustivel-Corte sem logo

Mudança de local (gabinete Terracrua)

 

(English Version below – Version française plus bas.)


É com muito agrado que vos informamos que, conforme a nossa empresa vai crescendo, mudamos o nosso gabinete para um novo local, de forma a acomodar o nosso desenvolvimento.

 

Desde esta segunda-feira 03 de Julho, pode encontrar-nos no nosso novo gabinete, na :

Praça da Républica, 44
8100-269 – Loulé
(Edifício em frente à Câmara Municipal de Loulé)

Os nossos números de telefone, fax e endereço e-mail permanecem os mesmos.
Convidamo-los a actualizar os seus registros, e direcionar todas as correspondências futuras para a morada acima referida.



Nota Bene :
Na sequência da mudança, o nosso gabinete ficou, por erro da companhia de fornecimento de eletricidade, sem energia na quinta-feira 29/07.
Infelizmente, sofremos igualmente problemas de rede telefónica desde o dia 30/07 até hoje, dia 04 de Julho, data à qual a companhia de telecomunicações finalmente resolveu os distúrbios. Assim, pedimos a vossa compreensão por qualquer inconveniente.


 

En.

It is our great pleasure to inform you that, as our business is expanding, we have moved our office to a new location, to accommodate our growth.


Since this Monday the 03rd. of July, you can find us in our new office, at :

Praça da Républica, 44

8100-269 – Loulé
(Building in front of the Loulé’s Câmara Municipal)

Our telephone and fax number remain the same. Please change your records to reflect our new contact information and direct all future correspondences to the new address found above.


Nota Bene :
In the wake of the movings, our office has been left, by error from the electricity supplier company, without electricity the hole Thursday 29/07.
Unfortunately, we have aswell had telephone network problems since the 30/07 until today, the 04th of July, when the telecommunications’ company finally fixed these ones.  
We therefore ask your understanding for any inconvenience.


Fr.


C’est avec grande satisfaction que nous vous informons de notre déménagement, reflet du développement de notre entreprise.


Depuis ce lundi 03 juillet, vous pourrez nous trouver dans nos nouveaux bureaux, sis au :

 

Praça da Républica, 44

8100-269 – Loulé

(Bâtiment en face de la Câmara Municipal de Loulé)



Nos numéros de téléphone et fax restent les mêmes. Nous vous invitons cependant à actualiser vos répertoires en fonction, ainsi que d’adresser toute future correspondance à la nouvelle adresse citée ci-dessus.

 

Nota Bene :
Dans le courant du déménagement, par erreur de notre fournisseur d’énergie électrique, nous nous sommes retrouvés sans électricité toute la journée du jeudi 29/07.
Malheureusement, nos lignes téléphoniques ont également été troublées depuis le 30/07  jusqu’à aujourd’hui, mardi 04 juillet, lorsque la compagnie de télécommunications a pu finalement résoudre le problème. Nous sollicitons en ce sens votre compréhension pour tout inconvénient causé.

 


 

 


Atentamente,

A Equipa Terracrua

 

 

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Incêndios em Portugal, Junho 2017

A equipa da Terracrua lamenta profundamente os trágicos acontecimentos nas “florestas” Portuguesas, as perdas humanas e ecológicas; e as repercussões óbvias que frequentemente tomam lugar após os fogos rurais, como perda de biodiversidade, erosão, abandono e êxodo rural.

Todos conhecemos o problema, que já é uma rotina nacional todos os anos, e assistimos chocados pela inércia das nossas entidades na manutenção dos espaços florestais, prevenção e combate aos incêndios. Por outro lado, as produções em monocultura de pinheiro bravo e eucalipto em terrenos de declive acentuado, criam as circunstancias para que os incêndios ganhem proporções épicas que excluem qualquer hipótese de combate pelos populares. A falta de animais de porte médio em regime selvagem, ou gado correctamente gerido nestas serras, fazem também com que a biomassa no chão não seja processada, e impede a floresta de subir e reduzir a força do fogo ao nível dos solos. Os ciclos estão quebrados, os solos não têm capacidade de processar a biomassa, e a seca generalizada fazem com que nada trave as chamas.

As soluções passam por exemplo, pela manutenção dos espaços rurais, e pela criação de modelos exequíveis de comunidades agro-florestais que tirem retorno financeiro da gestão florestal, de modo a fixarmos de novo população no interior, e de forma a mitigarmos tragédias do género da que está neste momento a a acontecer na zona de Pedrógão Grande. Florestas mistas enquadradas na paisagem, valorizadas pela qualidade e não pela quantidade, e a responsabilização daqueles que facturam com estes acontecimentos frequentes, podem reverter este processo, do qual somos todos reféns.

Fica aqui o apelo/desafio: Há que repensar toda a industria relacionada com a produção de pinheiro bravo e eucalipto, há que contemplar fixar pessoas em sistemas de gestão florestal, antes que fiquemos sem ecossistemas saudáveis, para além das habituais plantações de monoculturas.

Um abraço forte e solidário com todas as pessoas que perderam familiares nestes incêndios desde sábado, e a todos os que perderam a sua casa e os seus pertences.

http://fatoonline.com.br/noticia/20167/portugal-diz-que-incendio-em-pedrogao-grande-esta-quase-controlado

O que é a Permacultura?

“O que os permacultores estão a fazer é a actividade mais importante que nenhum outro grupo está a fazer neste planeta.
Não sabemos quais irão ser os pormenores de um futuro verdadeiramente sustentável, mas necessitamos de opções, necessitamos de pessoas a experimentar todos os tipos de formas e os permacultores são um grupo crucial que o está a fazer.” Dr. David Suzuki

Permacultura é por um lado uma filosofia de vida com um conjunto de éticas e principios, e por outro, uma lógica inteligente e ferramentas que nos permitem desenhar ou redesenhar qualquer sistema humano (quintas, aldeias, etc) e não deixa também de ser uma compilação de técnicas e práticas (por vezes muito simples) recolhidas por todo o mundo, muitas vezes em paises ditos “3º mundistas”. Técnicas estas que permitiram a muitos povos sobreviver em locais com escassos recursos, como água ou vegetação.

 

Sob condições adversas, o engenho humano desenvolveu técnicas para cultivar em desertos, recolher águas da chuva, reduzir a quantidade de lenha para aquecimento, expandir florestas, aproveitar os recursos existentes, mas salvaguardando sempre as necessidades das gerações futuras, lógica que nos permitiu estar aqui hoje. De facto, a lógica predominante actual não vai permitir a vida futura a milhões de humanos e a toda a vida terrestre. Há que mudar, a partir de dentro, e começar a curar a terra, por todas as razões do mundo.

A raiz do problema pode ser, mais do que os governos ou as corporações, a nossa cultura. Uma cultura é uma história que contamos a nós próprios e ás nossas crianças. Actualmente, a nossa cultura diz-nos que o planeta está á nossa disposição para dele tirarmos e pilharmos á vontade. A Permacultura conta-nos que tudo está ligado, o peixe ao rio, á chuva, ao carvalho, á coruja, ás raposas, ao musgo; quando beneficiamos um, beneficiamos todos, e quando prejudicamos um, prejudicamos tudo e todos.

Podemos afirmar que, com todas as “ferramentas” que nos dá a Permacultura, podemos “desenhar” ou organizar um espaço como uma quinta, aldeia ou até poligono industrial, de forma a melhorar o desempenho de todos os elementos, poupando energia e fechando os ciclos, porque e afinal de contas, poluição é no fundo, energia no local errado.

É uma filosofia positiva, e ninguém fica indiferente quando frequenta um curso de design em Permacultura. São técnicas muito simples, que capacitam-nos com ferramentas e conhecimento para nos tornarmos cada vez mais auto suficientes, e felizes.

Cuidar da terra, porque temos de parar de maltratar a terra mãe e assumir uma existência mais positiva;

Cuidar das pessoas, porque pessoas felizes e realizadas cuidam bem do planeta e dos seus semelhantes;

Partilhar os excedentes e limitar o consumo, porque simplesmente não precisamos da maior parte do que temos ou adquirimos.”

 

NMS

Portimão, 21ha – Projecto de design hídrico de propriedade assolada por incêndio florestal em 2016

Ainda no rescaldo dos incêndios na Serra de Monchique, no projecto Awake, que foi altamente afectado com o fogo, começou-se a planear a adaptação do terreno de forma a prevenir incêndios. Entre outros, foi delineado a “construção” de terraças em contorno e 2 novas barragens.
Nas terraças, previu-se a captura de água da chuva para as barragens e a hidratação das cumeadas secundárias. Também se oprimizou uma barragem existente com valas de afunilamento.
E há ainda há mais para planear, nomeadamente novos pomares de sequeiro em zonas hidratadas pelas futuras barragens!


Em breve teremos mais fotos, deste projecto que tem o apoio da Terracrua, design e gestão de projectos regenerativos a nível de planeamento topográfico, escolha dos locais das barragens, delineação das terraças e caminhos.

 

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