Arquivo de etiquetas: pasto

Intervenções de emergência em áreas ardidas – Infograma

Este folheto pretende orientar o leitor, de forma prática, em como intervir em paisagens ardidas com vista a mitigar as consequências negativas da passagem do fogo, e à regeneração ecológica.

É apresentado de forma simples e ilustrativa e detalha estratégias e técnicas para:

  • Moldar a paisagem;
  • Controlar a erosão;
  • Gerir a matéria orgânica;
  • Implementar a base de um sistema perene, mais resiliente.

Faz clic na imagem para a ampliar.

O folheto também está disponível para download em versão .pdf para impressão (A3).

 

 

Cascatas tróficas – O caso das baleias

Embora pareça não fazer sentido, porque as baleias alimentam-se de krill e de peixe, observa-se que à medida que as baleias desaparecem, também diminuem os números de peixe e de krill… 

A verdade é que… (estamos fartos de ouvir falar de baleias?) as baleias contribuem em manter o ecossistema oceânico em equilíbrio…

Resumidamente, esta cascata “começa” no sítio mais baixo, como de cost(r)ume, ou seja, nas próprias fezes das baleias. Estas são libertadas em quantidades enormes à superfície do oceano, disponibilizando desse modo nutrientes tais como o azoto e o ferro para o fitoplâncton, que se delicia com esta matéria.
O fitoplâncton, por sua vez será a base alimentar do krill, que alimenta diversas baleias e peixes, que irão eventualmente alimentar ursos, humanos, lobos, águias, e ! florestas

Sem mais demoras, convido-vos a visualizar este curto mas esclarecedor filme que resume bem o papel ou algumas funções das baleias nos ecossistemas oceânicos (e terrestres também no final das contas); Narrado por George Monbiot -em inglês.

Bem haja!

 

Continuar a lerCascatas tróficas – O caso das baleias

Gestão Holística do gado e dos pastos

A Gestão Holística do gado e dos pastos é a forma mais eficaz de resolver problemas tais como:

– Compactação dos solos;
– Exaustão dos solos;
– Desertificação e erosão agravada;
– Seca e mortalidade vegetativa;
– Dependência de rações;
– Poluição e nitrificação;
– Dominio da paisagem por “invasivas”;

A gestão holística é um sistema que foi originalmente desenvolvido por Allan Savory, e baseado no estudo das migrações dos grandes rebanhos selvagens Africanos.

Um sistema assim tem sérias vantagens:

– Hidratação da paisagem;
– “Construção” exponencial de solos;
– Mitigação da erosão;
– Maior autonomia a nivel de alimentação para o gado;
– Aumento da biodiversidade;
– Aumento da “caça”;
– Estruturação dos solos;
– Diversificação das produções;
– Aumento geral do vigor vegetativo;
– Entre tantas outras vantagens…

É uma forma diferente de olhar para os recursos e gerir a produção, numa óptica de constante regeneração ecológica. Fazendo rotações rápidas de gado de forma sequenciada, (por ex. vacas, ovelhas, galinhas), consegue-se uma pronta recuperação dos pastos, e os estrumes das diferentes espécies complementam-se e fertilizam os solos.

É particularmente interessante para proprietários de Herdades e propriedades com mais de 20ha, nomeadamente para os Montados Alentejanos.

Fica aqui a sugestão: se tem uma propriedade de montado com mais de 20ha, terras com pouco declive, que a produção de cortiça está ameaçada pelo Phytophthora, contemple implementar um sistema de gestão ecológica, com base no design keyline e na gestão holistica do gado.

Regeneração de pastos e prados

Idealmente, não lavramos, contudo os trabalhos de tractor são muitas vezes úteis e relevantes, enquanto transição ou numa óptica de aceleração dos processos de regeneração ecológica.

Resumidamente, defendemos a ideia de que qualquer trabalho de movimentação de terras, agrícola ou estruturais, devem ser procedidos ou precedidos de sementeira directa ou fresada, de leguminosas ou outras espécies que ajudem a regenerar rapidamente a área intervencionada.

Habitualmente, os agricultores Portugueses tendem a fazer lavras, gradagens e fresagens de manutenção (para controlo de ervas indesejadas e aumento da infiltração da chuva); Basta adicionar a esta acção a sementeira de leguminosas ou prados permanentes para tornar todo o sistema mais ecológico.

pastos-antes pastos-depois

Antes e depois.

Nestas duas fotos podemos ver o terreno antes e depois de uma sementeira de leguminosas, em transição para prado florido e biodiverso.

Fica o apontamento de que este prado sofreu com falta de chuva no inverno e com o frio (pelo tardio que foi a sementeira), mas contudo vingou este março/abril, com a habitual vivacidade primaveril.
Mesmo num mau cenário, estas sementeiras são uma opção a considerar como parte da manutenção de qualquer espaço rural.

As áreas menos utilizadas das nossas propriedades, devem ter um coberto permanente vivo, para proteger o solo do sol, manter humidade e vida nos solos, para aumentar a infiltração da chuva e mitigar erosão,