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Excertos de apresentação – Intervenções pós incêndio florestal em Castanheira de Pêra

“Devemos olhar para a catástrofe do fogo como uma segunda oportunidade para planear e estruturar a nossa paisagem, para que se torne mais resiliente, eficiente e regenerativa.”

Excertos de uma apresentação em Camelo (Castanheira de Péra) sobre a abordagem da Terracrua em relação a intervenções pós fogo, com o Nuno Mamede Santos a falar de forma geral sobre topografia, erosão, florestação, movimentações de terra, sementeiras directas, hidratação da paisagem e outros temas no contexto da regeneração do território.

Muitos parabéns á organização do evento, e á Associação Raiz Permanente!

Ver o video

 

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Santa Bárbara de Nexe, 6,5HA – Projecto de regeneraçao de olival em modo de produção biológico

A propriedade que tem cerca de 6,5ha, está localizada entre 138 e 154 metros acima do nível do mar, ligeiramente a Nordeste de Faro, nas encostas do Barrocal, zona portanto argilo-calcária e que usufrui de características únicas. Num clima mediterrânico, com uma pluviometria na ordem dos 500mm e ventos predominantes de NW e SE, onde as temperaturas médias, a exposição solar, a protecção dos ventos pela serra do barrocal, entre outras possibilitam a cultura de várias espécies subtropicais. Segundo os proprietários, o Olival encontra-se em conversão para modo de produção biológico e é lavrado regularmente, para combater as ervas daninhas e favorecer a infiltração das chuvas.

Havia já cerca de trezentas oliveiras no local, em plena produção, e em 2010 foram plantadas 1800 de variedade maçanilha, que ainda não produziram e que apresentam dificuldades de crescimento. Segundo a Eng. Agrónoma do projecto, o excesso de salinidade da água do furo será a raiz do problema.

Análise:

O terreno de um modo geral, encontra-se exposto aos principais vectores de erosão como chuva, sol e vento. Em alguns locais, rachas de tamanho considerável são observáveis, o que evidencia o nível de deterioração dos solos que se encontra compactado e com muito pouco coberto vegetal: a maioria das árvores, plantadas sem respeitar a topografia ainda não têm dimensão para proteger o solo da exposição solar. Esse “raquitismo vegetal” explica-se pela falta de qualidade e quantidade hídrica, consequência do padrão de plantação ignorando o contorno da paisagem, que vem criar uma rampa de erosão tornando as árvores dependentes da rega (sistema gota a gota existente, proveniente de água do furo, salinizada), a água da chuva não chegando a infiltrar-se, o que mantém as raízes das árvores a um nível muito superficial e em luta permanente pela água, em vez de concentrar a sua energia no seu desenvolvimento.

O Olival tem actualmente prejuízos devidos à mosca da azeitona (Bactrocera oleae) que é de momento combatida com a solução mineral de hidróxido de cal.

Planeamento:

A seguinte estratégia de recuperação ecológica para um contexto de olival em monocultura foi definida após observação e identificação dos desequilíbrios, e visa o restauro do equilíbrio do agrossistema, divide-se em três abordagens gerais:

1. Hidratação da paisagem.

2. Plano de regeneração via adubação verde.

3. Prado permanente e estratégia de luta biológica contra a praga Bactrocera oleae.

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