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Quinta Vamaro, Loulé 2017

O projecto aqui apresentado foi elaborado para uma propriedade onde se pretende desenvolver uma pequena quinta rural, que se pretende única, equilibrada e em estreita parceria com a natureza e meio envolvente.  

O serviço prestado pela equipa Terracrua é o planeamento estrutural, a matriz de zoneamento, vegetação, acessos, água na paisagem e infraestruturas, que cria as circunstâncias para mitigar erosão e fomentar a resiliência e abundância.

A metodologia utilizada no desenvolvimento do projecto é o design de permacultura, que visa essencialmente a criação de habitats e zonas produtivas humanas, completamente integradas e em consociação com os ecossistemas locais. Neste contexto e seguindo uma série de princípios e estratégias mundialmente reconhecidas e testadas, definimos as melhores técnicas e abordagens, de forma a criar um projecto economicamente viável e ecologicamente saudável.

01 plano geralPlaneamento estrutural, plano geral.

 

Em implementação: (iniciada em Abril 2017)

  • Acesso viário:

Considerando a topografia acidentada, desenhou-se o acesso viário principal, de forma a percorrer toda a propriedade com um declive suave, até um máximo de 6%, e ao longo do qual se localizam os edifícios, habitação, oficina e cozinha comunitária.

vamaro acessoAcesso principal, e charca temporária que armazena as águas da chuva trazidas pela estrada. Nota: Em Setembro será finalizada e colocado uma mistura inerte para estabilização.

  • Rede de infraestruturas:

A rede de infraestruturas contempla a comunicação e deslocações entre os diferentes recursos energéticos e as zonas de habitação e produção (electricidade, água, esgotos e outros). Tal como a rede viária, à qual é associada, foi planeada para maximizar a sua eficiência energética, reduzir gastos e minimizar o seu impacto ecológico. Está a ser implementada no eixo da via, com caixas de acesso cada 50mts.

infra

 

vamaro infraAs tubagens das infraestruturas foram enterradas numa vala com 60cm de profundidade, ao longo do acesso principal.

 

  • Cisterna e fito etars:

vamaro cisternaUma cisterna na parte mais alta da propriedade é um “lugar comum” em planeamento de paisagem, porque simplesmente funciona, a partir daqui, é tudo irrigado por gravidade! Veja mais sobre as nossas cisternas, aqui:

vamro fitoetar2Estação de fito depuração, que já está em funcionamento, no tratamento das águas da habitação principal. Tem ainda uma vala de infiltração em profundidade, que em breve vai irrigar 10 árvores de fruta!

vamaro fitoetar1A estação de fito depuração que vai tratar as águas sujas de duches e da cozinha comunitária. Está em construção e prestes a acabar!

 

A primeira fase da implementação está já a terminar, no Outono, vão ser os trabalhos relativos a vegetação!

PG02 – Planeamento de emergência pós fogo e design estrutural na Corga da Pereira, Pedrógão Grande

É na sequência do nosso trabalho pro bono para a zona afectada pelos grandes incêndios de Julho na zona de Pedrogão Grande, Castanheira de Pêra e Góis, que desenvolvemos este projecto, para uma quinta familiar na zona de Mega Cimeira.

Como no precedente trabalho, esta é uma propriedade difícil devido ao acentuado declive, e que foi praticamente toda queimada. As estradas existentes fomentam a erosão hidrica, e está rodeada de plantações de eucalipto.

Neste momento, os proprietários preparam-se para intervir, só aguardam as linhas orientadoras que agora partilhamos.

Aqui estão um conjunto de ficheiros, que dão uma visão geral do que se pode e deve fazer, quer ao nível das intervenções pós fogo, quer a nível de criar uma estrutura permanente que mitiga a erosão e prepara o terreno para as plantações.

  1. Mapa de zoneamento e intervenções: Green_Family V2-Zoneamento
  2. Corte/perfil: Green_Family V2-Corte WEB com logo
  3. Cronograma de gestão dos solos e biomassa: Cronograma de intervenção pós incendios terracrua 2017
  4. Modelo de “gestão de combustivel” para zonas habitadas: Faixa de gestão de combustivel-Corte sem logo

Princípios a adoptar para a criação de paisagens resilientes

Princípios a adoptar para a criação de paisagens resilientes

 

Preparações de terreno:

  • Trabalhar sempre em contorno/curva de nível ou keyline;
  • Não utilizar maquinaria pesada nas linhas de água;
  • Nunca queimar matéria orgânica na limpeza dos terrenos;
  • Sempre que necessário controlar “mato”, triturar e deixar no solo (corticai);
  • Se possível auxiliar a decomposição, com inoculação de micélios apropriados;
  • Trabalhos mecanizados entre Setembro e Maio, mas evitando o excesso de humidade do solo;
  • Plantações entre Outubro e Abril;

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Figura 3 – Preparação de terreno: Terraças em contorno;

 

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Figura 4 – Plantações em valas de contorno ou Swales e protecção do solo com mulch;

Para a manutenção:

  • Controle de vegetação: é feito substituindo as espontâneas por espécies pertinentes do ponto de vista produtivo;
  • Uso de leguminosas perenes e anuais e outras plantas enriquecedoras de solo;
  • Corte de biomassa (“Chop and drop” ou corte e cai) e deposição no solo, sem gradagem;
  • Desbaste e rebrota: é feito anualmente, a partir do 2º ano após colheita/corte, no fim do inverno;
  • Inoculação com micélios adequados à decomposição dos resíduos florestais, como por exemplo Lentinula edodes (cogumelo shiitake), após o 4ºano, ou quando as circunstâncias o permitirem;
  • Gestão de resíduos de poda, desbaste e dos prados permanentes; Intimamente ligado ao aumento da fertilidade do solo e à hidratação da paisagem, todos os resíduos são triturados e deixados no solo.
  • A gestão adequada da biomassa é certamente a chave para a mitigação dos fogos, em simbiose com o aumento da fertilidade e quantidade de solos, assim como o aumento da infiltração da chuva e consequente hidratação da paisagem.3 

 

 

 

 

Figura 5  – 2 meses após limpeza de mato (tritura) com sementeira directa.



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Figura 6 – Inoculação de micélios para aceleração da decomposição

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Figura 7 – “Construção” de solos

 

Workshop – Estabilização de terraças.

Eis que voltamos a Alcanede, ao projecto Aldeia do Sol, para continuar os trabalhos de controle de taludes, erosão e implementação de um sistema artesanal, de baixo custo, para tornar esta área super produtiva e abundante!

Entre outras actividades, vamos proceder á plantação e sementeiras de espécies adequadas á estabilização e estruturação dos solos. Vamos instalar árvores e arbustos na frente e traseira das terraças, e semear prados permanentes nas entrelinhas.

Vai haver tempo para conteúdos teóricos, mas essencialmente este workshop é informal e prático, e direccionado para interessados em permacultura, floresta e agro floresta.

Deves trazer roupa de trabalho, muda de roupa, luvas, botas de protecção, chapeu, saco cama, e tudo o que precisas para estar protegido e confortável durante este fim de semana.

Limitado a 12 participantes.

Mais informações serão dadas por email.

Junta-te a nós, este workshop/minga é grátis, mas requer inscrição para o e-mail nunodmribeiro@gmail.com

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Resultado do primeiro evento:

No decorrer da estabilização dos taludes recém construídos, foram iniciadas as estruturas de madeira que criam as condições para o correcto desenvolvimento das plantas estruturantes que a médio/longo prazo, vão manter a propriedade livre de erosão, e beneficiar a construção de solos.

Foi construido um mureto de madeira reciclada (de um telhado velho) na base/perimetro interior das terraças. Arroncamento com pedras locais foi estabelecido junto ao mureto, para facilitar a infiltração e o efeito berma. Iniciámos também a grade viva nas paredes dos taludes, para futuramente albergar as plantações de vetiver e giesta!

Com o mureto construído, foi 14716298_1483510121665727_3748858033575282602_n 14717190_1483509948332411_5857599782657214554_n 14721491_1483512021665537_5197176542482712599_n 14721626_1483512351665504_3540005377479275620_n 14908399_204091966703384_9105617671831915755_n 14937337_204091913370056_6952812192554741671_n 14955808_204079826704598_8321315411846565637_n 14956655_204091956703385_398639937972688883_n 14980728_204091883370059_1306831200779817201_n criar uma zona de cultivo de 1 a 1,2mts de largura, uns 60 mts2 por terraça! Estes canteiros podem e devem ser zonas produtivas, nomeadamente com perenes frutíferas arbustivas!