Arquivo de etiquetas: zona 5

Intervenções de emergência em áreas ardidas – Infograma

Este folheto pretende orientar o leitor, de forma prática, em como intervir em paisagens ardidas com vista a mitigar as consequências negativas da passagem do fogo, e à regeneração ecológica.

É apresentado de forma simples e ilustrativa e detalha estratégias e técnicas para:

  • Moldar a paisagem;
  • Controlar a erosão;
  • Gerir a matéria orgânica;
  • Implementar a base de um sistema perene, mais resiliente.

Faz clic na imagem para a ampliar.

O folheto também está disponível para download em versão .pdf para impressão (A3).

 

 

PG02 – Planeamento de emergência pós fogo e design estrutural na Corga da Pereira, Pedrógão Grande

É na sequência do nosso trabalho pro bono para a zona afectada pelos grandes incêndios de Julho na zona de Pedrogão Grande, Castanheira de Pêra e Góis, que desenvolvemos este projecto, para uma quinta familiar na zona de Mega Cimeira.

Como no precedente trabalho, esta é uma propriedade difícil devido ao acentuado declive, e que foi praticamente toda queimada. As estradas existentes fomentam a erosão hidrica, e está rodeada de plantações de eucalipto.

Neste momento, os proprietários preparam-se para intervir, só aguardam as linhas orientadoras que agora partilhamos.

Aqui estão um conjunto de ficheiros, que dão uma visão geral do que se pode e deve fazer, quer ao nível das intervenções pós fogo, quer a nível de criar uma estrutura permanente que mitiga a erosão e prepara o terreno para as plantações.

  1. Mapa de zoneamento e intervenções: Green_Family V2-Zoneamento
  2. Corte/perfil: Green_Family V2-Corte WEB com logo
  3. Cronograma de gestão dos solos e biomassa: Cronograma de intervenção pós incendios terracrua 2017
  4. Modelo de “gestão de combustivel” para zonas habitadas: Faixa de gestão de combustivel-Corte sem logo

Princípios a adoptar para a criação de paisagens resilientes

Princípios a adoptar para a criação de paisagens resilientes

 

Preparações de terreno:

  • Trabalhar sempre em contorno/curva de nível ou keyline;
  • Não utilizar maquinaria pesada nas linhas de água;
  • Nunca queimar matéria orgânica na limpeza dos terrenos;
  • Sempre que necessário controlar “mato”, triturar e deixar no solo (corticai);
  • Se possível auxiliar a decomposição, com inoculação de micélios apropriados;
  • Trabalhos mecanizados entre Setembro e Maio, mas evitando o excesso de humidade do solo;
  • Plantações entre Outubro e Abril;

1

 

 

 

 

 

 


Figura 3 – Preparação de terreno: Terraças em contorno;

 

      2  

 

 

 

 

Figura 4 – Plantações em valas de contorno ou Swales e protecção do solo com mulch;

Para a manutenção:

  • Controle de vegetação: é feito substituindo as espontâneas por espécies pertinentes do ponto de vista produtivo;
  • Uso de leguminosas perenes e anuais e outras plantas enriquecedoras de solo;
  • Corte de biomassa (“Chop and drop” ou corte e cai) e deposição no solo, sem gradagem;
  • Desbaste e rebrota: é feito anualmente, a partir do 2º ano após colheita/corte, no fim do inverno;
  • Inoculação com micélios adequados à decomposição dos resíduos florestais, como por exemplo Lentinula edodes (cogumelo shiitake), após o 4ºano, ou quando as circunstâncias o permitirem;
  • Gestão de resíduos de poda, desbaste e dos prados permanentes; Intimamente ligado ao aumento da fertilidade do solo e à hidratação da paisagem, todos os resíduos são triturados e deixados no solo.
  • A gestão adequada da biomassa é certamente a chave para a mitigação dos fogos, em simbiose com o aumento da fertilidade e quantidade de solos, assim como o aumento da infiltração da chuva e consequente hidratação da paisagem.3 

 

 

 

 

Figura 5  – 2 meses após limpeza de mato (tritura) com sementeira directa.



4

 

Figura 6 – Inoculação de micélios para aceleração da decomposição

5

 

 

Figura 7 – “Construção” de solos

 

PG01 – Planeamento de emergência pós fogo e design estrutural em Alvares

É na sequência do nosso trabalho pro bono para a zona afectada pelos grandes incêndios de Julho na zona de Pedrogão Grande, Castanheira de Pêra e Góis, que desenvolvemos este projecto, para amigos que habitam perto de Alvares.

É uma propriedade difícil devido ao acentuado declive, e que foi praticamente toda queimada.

Neste momento, os proprietários preparam-se para intervir, só aguardam as linhas orientadoras que agora partilhamos.

Aqui estão um conjunto de ficheiros, que dão uma visão geral do que se pode e deve fazer, quer ao nível das intervenções pós fogo, quer a nível de criar uma estrutura permanente que mitiga a erosão e prepara o terreno para as plantações.

  1. Mapa de zoneamento e intervenções: Peppy v2-Zoneamento v2
  2. Corte/perfil: Peppy v4-Corte (2) sem logo.compressed
  3. Cronograma de gestão dos solos e biomassa: Cronograma de intervenção pós incendios terracrua 2017
  4. Modelo de “gestão de combustivel” para zonas habitadas: Faixa de gestão de combustivel-Corte sem logo

O que são as Zonas 5?

Zona 5, o ” buffer” ecológico:

 

Em permacultura é fundamental o conceito de zoneamento ou sectores. O zoneamento pode variar de acordo com as necessidades de cada pessoa ou projecto.

Por norma a Zona 5 é uma área mais selvagem e a sua principal característica é a conservação e regeneração ecológicas; nesta zona pouca ou quase nenhuma intervenção é feita. É uma boa boa zona de observação e aprendizagem,  de como o ecossistema funciona por si só.

Num contexto de gestão florestal, a zona 5 é deixada crescer, cumprindo várias funções de estabilidade e diversidade ecológica, assim como maximiza a infiltração de chuva nas zonas altas florestadas.

A zona 5 começa a ser vista como potencial aliada para actividades como caça, floresta, turismo, pedagogia e restauro ecológico.

Por norma, no contexto de um projecto regenerativo, a zona 5 é uma encarada como uma forma de matriz/padrão obrigatório em cada propriedade, mas adaptada ao contexto e circunstancias presentes no momento.

1- As cumeadas, captar água com floresta:

São zonas de salvaguarda ecológica, com florestação recorrendo a espécies de diferentes estratos, tais como (entre muitas outras):

  • Acer spp.;
  • Arbutus unedo;
  • Betula spp.;
  • Craetagus monogyna;
  • Erica spp;
  • Juniperus oxycedrus;
  • Lonicera implexa;
  • Myrtus communis;
    • Pinus pinea;
    • Pistacia lentiscus;
    • Pyrus pyraster;
    • Quercus coccifera;
    • Quercus faginea;
    • Quercus lusitanica;
    • Quercus suber;
    • Thymus spp;

Esta floresta de cumeada, aumenta a resiliência face a catástrofes naturais, ao mesmo tempo que assegura a hidratação da paisagem.

Esta é a floresta que fixa água, pois torna-se com o tempo, numa autêntica esponja para a água da chuva. Aqui, infiltra-se chuva, hidrata-se os solos e recarrega-se aquíferos. Outra característica, igualmente importante desta zona, é o facto destas florestas aumentarem, consideravelmente a precipitação local por meio de captura dos nevoeiros de Noroeste e Sudoeste, também designado de chuva orográfica.

2-  As ribeiras e as bacias primárias, segurar a água:

Sejam permanentes ou sazonais, procede-se à reflorestação das galerias ripícolas, restabelecendo-se de novo as funções ecológicas e para que sirvam de corredores ecológicos para a biodiversidade local.

Depois de estabelecidas as zonas 5 e galerias ripícolas, estas tornam-se autênticas corredores de vida aumentando consideravelmente a humidade no local.

Entre muitas outras, eis algumas das espécies, de diferentes estratos, a introduzir nas linhas de água e bacias hidrográficas primárias:

  • Populus spp.;
  • Salix spp.;
  • Alnus glutinosa;
  • Fraxinus angustifolia;
  • Tamarix africana;
  • Sambucus nigra;
  • Ulmus spp.;
  • Laurus nobilis;

Nestas ribeiras deve-se planear a implementação de charcas temporárias, sequenciadas vale após vale, e alinhadas em contorno sempre que possível.

3- Corredores verdes permanentes, regeneração em rede:

De pouco ou nada serve haver zonas de salvaguarda ecológica, se não tiverem acesso/comunicação entre si: É fundamental interligar os diferentes elementos da zona 5 numa rede, para potenciar ao máximo as suas funções.

Os corredores verdes são faixas de floresta permanente que ligam vale após vale, as zonas ripícolas. devem ter uma largura mínima de 15m, e dispostas em contorno/curva de nível.

Estas faixas têm ainda importantes funções no contexto das actividades humanas, como corta vento, retardante de fogo, proteção á erosão, protecção de avalanches/deslizamentos/enxurradas, entre muitas outras.

 

Dentro desta “matriz” permanente, encaixamos então as actividades humanas essenciais ás populações rurais, nomeadamente a gestão florestal, através de “mosaicos” mistos articulados no espaço e no tempo; tudo assente num “framework” de hidratação da paisagem.

Hidratação da paisagem na gestão florestal

Antes de se pensar no parcelamento e nas espécies florestais a compor os futuros mosaicos, há que pensar na criação de circunstâncias adequadas ao desenvolver da floresta, e das populações locais.

O design hídrico da paisagem, é uma metodologia de planeamento da paisagem com base no seu relevo natural, permitindo assim uma melhor distribuição da água no terreno e maior infiltração, usando as propriedades físicas da água.

Permite também aumentar em poucos anos a profundidade do solo útil, ou seja, a espessura de solo que é efectivamente explorada pelas raízes das plantas. Um aumento do volume de solo, explorado pelas raízes traduz-­se num aumento de nutrientes e de água disponível para as plantas, resultando no aumento da produção obtida, seja em pastagens, cereais, fruta, hortícolas, etc.

Através da observação e análise da paisagem e do estudo da hidrologia na região, ficamos com uma ideia clara sobre o comportamento da água da chuva no local. Assim compreendemos onde a chuva cai, onde vai, de que forma podemos optimizar a infiltração.

Após este estudo e compreendendo a dinâmica da chuva no local, podemos então planear as melhores estratégias e técnicas para hidratar a paisagem e desta forma ajudar a reduzir o risco de incêndios, assim como outras vantagens:

  • Aumento de área de cultivo;
  • Possibilidade da rápida construção de solo;
  • Aumento da infiltração da chuva;
  • Facilidade de acessos na propriedade;
  • Manutenção mais económica e a possibilidade de sistematização dos processos de implementação, manutenção e colheitas;

De facto, um solo vivo e saudável aumenta a infiltração de chuva, para que a curto e médio prazo se reduza a necessidade de rega.

Princípios ecológicos para a hidratação da paisagem:

  • Planear, baseados em três princípios base para lidar com as escorrências superficiais: reduzir a velocidade, espalhar e infiltrar;
  • Definir zonas 5, florestas de cumeada e linhas de água, quando intocadas estas zonas aumentam a precipitação média do local;
  • Planear as preparações do terreno, consoante os declives, definir onde se constrói terraças e onde bastam valas de infiltração em contorno para alojar as árvores e arbustos;
  • Definir quais terraças ideais para acessos principais (nomeadamente acessos para combates a incêndios) e incliná-las longitudinalmente (0,5 a 1%) na direcção das charcas/barragens;
  • Inclinar todas as terraças para o interior (2%) e longitudinalmente na direção das cumeadas secundárias (0,5 a 1%);
  • Desenhar com vista à cobertura viva e permanente do espaço florestado através de prados rústicos (ex. carqueja, tojo, serradela, giesta ou herbáceas/gramíneas anuais, ou mesmo prados de herbáceas, devidamente gerido através de cortes sucessivos) O gado pode e deve ser integrado;
  • Evitar o corte total da exploração florestal, fazendo rotação de plantações e colheitas, quer em monocultura, quer em policultura;

 

Incêndios em Portugal, Junho 2017

A equipa da Terracrua lamenta profundamente os trágicos acontecimentos nas “florestas” Portuguesas, as perdas humanas e ecológicas; e as repercussões óbvias que frequentemente tomam lugar após os fogos rurais, como perda de biodiversidade, erosão, abandono e êxodo rural.

Todos conhecemos o problema, que já é uma rotina nacional todos os anos, e assistimos chocados pela inércia das nossas entidades na manutenção dos espaços florestais, prevenção e combate aos incêndios. Por outro lado, as produções em monocultura de pinheiro bravo e eucalipto em terrenos de declive acentuado, criam as circunstancias para que os incêndios ganhem proporções épicas que excluem qualquer hipótese de combate pelos populares. A falta de animais de porte médio em regime selvagem, ou gado correctamente gerido nestas serras, fazem também com que a biomassa no chão não seja processada, e impede a floresta de subir e reduzir a força do fogo ao nível dos solos. Os ciclos estão quebrados, os solos não têm capacidade de processar a biomassa, e a seca generalizada fazem com que nada trave as chamas.

As soluções passam por exemplo, pela manutenção dos espaços rurais, e pela criação de modelos exequíveis de comunidades agro-florestais que tirem retorno financeiro da gestão florestal, de modo a fixarmos de novo população no interior, e de forma a mitigarmos tragédias do género da que está neste momento a a acontecer na zona de Pedrógão Grande. Florestas mistas enquadradas na paisagem, valorizadas pela qualidade e não pela quantidade, e a responsabilização daqueles que facturam com estes acontecimentos frequentes, podem reverter este processo, do qual somos todos reféns.

Fica aqui o apelo/desafio: Há que repensar toda a industria relacionada com a produção de pinheiro bravo e eucalipto, há que contemplar fixar pessoas em sistemas de gestão florestal, antes que fiquemos sem ecossistemas saudáveis, para além das habituais plantações de monoculturas.

Um abraço forte e solidário com todas as pessoas que perderam familiares nestes incêndios desde sábado, e a todos os que perderam a sua casa e os seus pertences.

http://fatoonline.com.br/noticia/20167/portugal-diz-que-incendio-em-pedrogao-grande-esta-quase-controlado

Hidratação da paisagem

No seguimento do precedente artigo sobre os solos, continuamos, no mesmo contexto, esta vez na óptica da hidratação da paisagem. Esta, por ser um parâmetro interligado com outros factores, requer um planeamento adequado afins de minimizar despesas energéticas, financeiras e fomentar um ciclo hidrológico equilibrado.
Iremos prevenir incêndios, apoiar produções agrícolas, ou abastecer o uso doméstico e melhorar o equilíbrio paisagístico e ecológico.

loess plateau
Quando falamos de (re)hidratar a paisagem, no fundo, entendemos criar paisagens que, no futuro, se hidratem “sozinhas”; Isto passa pela concepção, o planeamento de movimentações de terra, edificações e infraestruturas de base, no âmbito de criar um ecossistema o mais autónomo possível.

Em prioridade ao estabelecimento de qualquer projecto, o design hídrico, ou seja o planeamento da gestão da água/das precipitações baseado num simples estudo da hidrologia do local, é um dos primeiros elementos a contemplar e implementar.

O que se faz geralmente, sistematicamente, é dirigir a água de chuva para fora do terreno, da forma mais rápida possível. Em paralelo, consome-se água da rede, ou de furos.

A nossa abordagem é diferente, e até quase oposta, criaremos modelos e sistemas de recolha dessas águas, porque é um recurso renovável, porque deixamos de pagar essa água e por fim, porque a água proveniente de furos em aquíferos, não é propriamente renovável, há de acabar um dia, uma vez que cada vez menos água se infiltra nos solos, como explicado no artigo anterior.

Assim, os obbjectivos de base para a gestão da água são simples :

TRAVAR E REDUZIR A VELOCIDADE

CAPTAR E ARMAZENAR

ESPALHAR E INFILTRAR

INTERVENÇÕES DE TERRENOTravar e reduzir a velocidade, captar e dirigir.
O objectivo subjacente a qualquer intervenção de terreno, deve ir no sentido da criação de alianças entre a topografia e os ciclos e dinâmica hidrológica.

Para a construção de ESTRADAS E ACESSOS : devem ser determinadas de maneira a coincidir com a topografia, por um lado, e para tornarem-se multi-funcionais por outro lado. Alinhar estradas com a topografia e de forma a interligarem-se com pontos de recolha das escorrências superficiais, é possível ser feito com um esforço mínimo. Desse modo, armazenamos a água ao mesmo tempo que a conduzimos para fora da estrada, reduzindo os danos viários causados pelas chuvas.

No caso das TERRAÇAS agrícolas : idealmente, para maximizar a infiltração da água (chuva ou rega), para além da gestão da biomassa, a sua implementação deve seguir um desenho onde a inclinação (interna) será relativa à questão das escorrências superficiais, esta, baseada no sistema key-line, adaptado ao caso das terraças, dirigindo mais uma vez a água para pontos de armazenamento.

No caso das zonas de PRODUÇÃO agrícolas, pecuárias e florestais, como nas zonas menos utilizadas da propriedade : adaptar as plantações ao terreno, não o contrário, fomentar ou escolher igualmente plantações herbáceas que agilizam a permeabilidade do solo e a sua estrutura, e que beneficiem as produções.


GESTÃO DO SOLO E DA BIOMASSAEspalhar e infiltrar. 
Tudo se transforma.

Diversas acções e técnicas de GESTÃO DOS SOLOS AGRÍCOLAS favorecem ou não a estrutura do solo. Por norma, iremos evitar lavouras, contudo, os trabalhos de tractor são muitas vezes úteis e relevantes, enquanto transição ou numa óptica de aceleração dos processos de regeneração ecológica, na medida em que a acção de lavoura serve de meio para implementação de sementeiras de plantas herbáceas específicas, que serão escolhidas em função das características das suas raízes, estruturadoras para o solo, fixadoras de azoto, permitindo cobertura do solo, maximização da taxa de infiltração, e produção de biomassa.

 As raízes densas e finas de certas plantas herbáceas agem como estruturadoras de solo, mas não só. A sua capacidade de armazenamento da água (esponja) é também essencial, e, por mais admirável, é multiplicada quando podada (na altura certa).

As raízes densas e finas de certas plantas herbáceas agem como estruturadoras de solo, mas não só. A sua capacidade de armazenamento da água (esponja) é também essencial, e, por mais admirável, é multiplicada quando podada (na altura certa).

A biomassa vegetal age ainda como:
-Esponja
-Fertilizante (fonte de nutrientes)
-Estruturadora de solo pelas suas características mecânicas;

Quanto à gestão dessa BIOMASSA produzida, trata-se de acelerar a “sucessão natural”. O truque, é que nem sempre a restauração de ecossistemas equilibrados passa pela plantação de árvores. Herbáceas, arbustos, trepadeiras,… produzem imensa biomassa, e o seu corte bem sequenciado favorece a produção de raízes mais profundas. Deixando a biomassa no local (corticai ou chop and drop), esta vai servir de mulch (cobertura de solo) antes de servir de adubo verde para a vegetação existente, seja ela de ornamento, selvagem ou agrícola.


Todas estas medidas servem o propósito de tornar os solos mais permeáveis à água, de reterem mais e durante mais tempo a humidade, e, no caso das técnicas de condução da água via valas inclinadas ao longo das estradas e dos terraços agrícolas, que são as nossas estrelas, de criar

Pontos de água multi-funcionais que servem para  :

1.Manutenção per se ou espontânea das estradas;

2. Armazenamento;

3. Abastecimento de culturas a justante;

4. Infiltração progressiva da água (ou não, de pendendo dos objectivos) no local;

5. Benefício para a flora selvagem;

6. Zona de banhos e recreação

7. etc,.

 

Neste artigo não iremos detalhar métodos de GESTÃO DO GADO no âmbito da hidratação da paisagem, embora seja um temática que nos é cara. Iremos aprofundar o tema posteriormente, fique atento!

Podas, desbastes e tritura!

Desbaste, podas e trituras.
Na maior parte dos projectos agrícolas actuais, a biomassa resultante de limpezas desbastes e cortes é frequentemente “exportada” pela facilidade e redução de custos. Na verdade, se fossemos a contabilizar o valor da biomassa na construção de solos e retenção de águas , ninguem o faria.
Assim, recomendamos sempre que se triture, e que se devolva a matéria aos solos, compostado, ou por compostar!

Chuva orográfica, a conexão floresta-água!

Um sistema simples que capta a água dos nevoeiros, imitando as florestas de cumeada, que quando existentes, duplicam a precipitação média, hidratam a paisagem a ajudam a recarregar os aquiferos!

 

https://www.facebook.com/bbcnews/videos/1822799784644476/